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Identificação dos preditores para a ocorrência da primeira queda em idosos: estudo longitudinal

Processo:24/18834-0
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Data de Início da vigência: 01 de novembro de 2025
Data de Término da vigência: 31 de outubro de 2028
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Daniela Cristina Carvalho de Abreu
Beneficiário:Daniela Cristina Carvalho de Abreu
Instituição Sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:Ribeirão Preto
Pesquisadores associados:Andressa da Silva de Mello ; Anielle Cristhine de Medeiros Takahashi ; Cristine Homsi Jorge ; Eduardo Ferriolli ; Francisco José Albuquerque de Paula
Assunto(s):Idosos  Queda  Fisioterapia 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Avaliação multidimensional | Idosos | quedas | Fisioterapia

Resumo

As quedas são a primeira causa de lesão e de morte acidental entre os idosos e, com o aumento da expectativa de vida, espera-se um incremento nas quedas e nas lesões associadas. No entanto, apesar do impacto significativo deste problema de saúde pública, ainda existem diversas lacunas no conhecimento sobre os fatores determinantes para a ocorrência da primeira queda na pessoa idosa. Objetivos: Investigar se fatores socioeconômicos, comportamentais, ambientais, clínicos/saúde, bioquímicos e de desempenho físico-funcional podem predizer a ocorrência de primeira queda em 12 meses prospectivos em idosos da comunidade. Métodos: serão incluídos indivíduos de 60 anos ou mais, de ambos os sexos, que não tenham sofrido queda no ano prévio ao recrutamento. Será realizada uma avaliação que consistirá na coleta de dados para caracterização da amostra (tais como, idade, sexo, peso, altura, hábitos de vida, medicamentos). Questionários serão aplicados para avaliar o estado cognitivo, nutricional, emocional, capacidade auditiva e visual, preocupação em cair, desempenho dos membros inferiores, nível de atividade física, qualidade do sono, incontinência urinária, presença de dor, autorrelato de fadiga e fatores de risco domiciliares. A composição corporal por bioimpedância, o tempo em comportamento sedentário e o nível de atividade física por acelerômetro serão avaliados. Testes de equilíbrio e físico-funcionais incluirão o BESTest, marcha tandem, velocidade da marcha simples e dupla, teste de levantar e sentar 1 minuto, teste de caminhada de 6 minutos, força de preensão palmar, força isométrica de abdutores de quadril e extensores de joelho. A coleta de sangue para a dosagem de marcadores bioquímicos de condições musculares, metabólicas, neurobiológicas e de inflamação sistêmica crônica será agendada para ser realizada após 7 dias da avaliação inicial, quando os participantes retornarão ao laboratório de pesquisa para retirada do acelerômetro. Após a avaliação inicial, os participantes serão acompanhados mensalmente em relação a ocorrência de quedas, por meio de contato telefônico, por 12 meses. Os dados serão apresentados em média (DP) e frequência. Será realizada uma regressão de Cox para cada variável explicativa, a fim de estimar a associação isolada com o tempo até a queda. Um modelo multivariado final será construído a partir das variáveis mais relevantes de cada domínio. Cada domínio temático será analisado em modelo multivariado próprio, com as variáveis daquele bloco. Curvas de Kaplan-Meier serão utilizadas para descrever a probabilidade acumulada de permanecer sem quedas ao longo do tempo, estratificadas por variáveis-chave. A comparação entre curvas será realizada por meio do teste log-rank. Os dados serão analisados utilizando o software estatístico R (versão 4.3.2 ou superior), adotando nível de significância de 5% (p < 0,05). Resultados esperados: Espera-se contribuir com o melhor entendimento dos fatores de risco para a ocorrência da primeira queda em idosos, uma vez que esses fatores ainda não são totalmente reconhecidos, o que poderá auxiliar na elaboração de ferramentas de rastreio de quedas específicas para aqueles idosos sem histórico prévio de quedas, uma vez que após a primeira queda, o risco de nova queda nos próximos 12 meses aumenta em 50%. (AU)

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