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Inibição da resistência à anoikis como estratégia para o tratamento do melanoma: Estudo da terapia combinada envolvendo inibidores de BRAF e das enzimas Óxido Nítrico Sintases

Processo:25/10560-0
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Data de Início da vigência: 01 de novembro de 2025
Data de Término da vigência: 31 de outubro de 2028
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia
Pesquisador responsável:Hugo Pequeno Monteiro
Beneficiário:Hugo Pequeno Monteiro
Instituição Sede: Centro de Terapia Celular e Molecular. Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:São Paulo
Pesquisadores associados: Daniela De Zio ; Luiz Sidney Longo Junior
Assunto(s):Anoikis  Melanoma  Óxido nítrico  Biologia celular 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:anoikis | imidazotiazol | inibidores de BRAF | melanoma | Oxido Nitrico | Resistência a Anoikis | Biologia Celular

Resumo

O câncer é a segunda principal causa de mortes no mundo e representa um grande desafio de saúde pública. Trata-se de um grupo de doenças causadas por mutações em genes responsáveis por regular a proliferação, diferenciação e morte celular, podendo também ser causado por reprogramação epigenética não mutacional. No Brasil foram estimados 704 mil casos novos de câncer para o triênio 2023-2025, com destaque para cânceres de pele não melanoma, mama feminina, próstata, câncer colorretal, pulmão, estômago e o câncer do colo do útero. Embora o melanoma tenha menor incidência, sua taxa de mortalidade é alta, especialmente em casos metastáticos, com uma sobrevida inferior a 5% em cinco anos. Um dos grandes problemas associados ao tratamento do melanoma é o desenvolvimento de resistências à terapia sistêmica e à terapia-alvo. Além disso, o melanoma e demais cânceres se utilizam da produção elevada de espécies reativas de oxigênio e de óxido nítrico (NO), para se desenvolverem, sobreviverem às diferentes estratégias de tratamento empregadas contra eles e realizar a metástase. Por sua vez, o sucesso da metástase está ligado à resistência das células tumorais à morte por perda de adesão (anoikis). Em trabalhos anteriormente publicados pelo nosso grupo de pesquisa mostramos que resistência à anoikis em células B16F10/Nex8H de melanoma murino era regulada positivamente por concentrações elevadas de NO que por sua vez promoviam a S-nitrosilação e ativação da proteína tirosina quinase Src (1). Recentemente nosso grupo mostrou que a proteína tirosina quinase FAK, as proteínas estruturais ¿-actina, ¿-tubulina, Caveolina-1 e a enzima NO Sintase 3 (NOS3) promoviam a resistência à anoikis em células da linhagem celular de melanoma humano A375 que apresentam a mutação BRAFV600E, mantidas em suspensão (2,3). Um estudo in silico baseado neste conjunto de observações nos levou a propor a existência de uma rede de proteínas constituída pelas proteínas FAK, Src, b-actina, a-tubulina, Caveolina-1 e NOS3, enfatizando o papel do NO como um regulador positivo da resistência à morte por anoikis. Por sua vez, encontra-se bem documentado o fato de que o NO ativa a via de sinalização MAPK (4) da qual fazem parte as proteínas quinases BRAF e MEK que acumulam mutações importantes associadas à ativação das mesmas e que desempenham papel importante na resistência à anoikis. Estas são as premissas para o desenvolvimento deste projeto que pretende inicialmente caracterizar em nível molecular a rede de proteínas acima descrita utilizando as proteínas constituintes da rede como possíveis alvos moleculares em células A375 e SK-MEL-28 que apresentam a mutação BRAFV600E, mantidas em suspensão por períodos prolongados, procurando eliminar assim a resistência à morte por anoikis nestas células. Em paralelo, iremos sintetizar uma série de imidazotiazóis potencialmente inibidores de todas as isoformas de RAF (pan-RAF), empregando reações multicomponentes para geração de diversidade estrutural e exploração de potenciais relações estrutura-atividade. De posse destes novos inibidores, dos quimioterápicos inibidores de BRAF e MEK (Vemurafenibe e Trametinibe), do quimioterápico inibidor da formação de microtúbulos (Paclitaxel), do inibidor de Src quinase (PP1) e do inibidor geral das NOSs (L-NAME) desenvolveremos estratégias combinadas de uso destes fármacos com o objetivo de superar a resistência à anoikis nas células A375 e SK-MEL-28 mantidas em suspensão por períodos prolongados. Com o desenvolvimento deste projeto contribuiremos para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas para o tratamento do melanoma em estágios avançados. (1)da COSTA et al., Free Radic Res. 2018 May;52(5):592-604.(2)Igor R. Nascimento 2022 - Dissertação de Mestrado.(3)Igor R. Nascimento 2024 - Manuscrito submetido à publicação.(4)Liu X, et al,. Biomolecules. 2021 Jul 10;11(7):1009.Palavras Chave: melanoma, NO, resistência a anoikis, Inibidores de RAF, Imidazotiazóis (AU)

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