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Interação Ocitocina e Neurotransmissão Opióide na via de transmissão dolorosa em humanos: Avaliação dos neurônios do gânglio da raiz dorsal, medula espinhal e mesencéfalo.

Processo:25/12821-6
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Data de Início da vigência: 01 de novembro de 2025
Data de Término da vigência: 31 de outubro de 2026
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Proposta de Mobilidade:SPRINT - Projetos de pesquisa - Mobilidade
Pesquisador responsável:Daniela Baptista de Souza
Beneficiário:Daniela Baptista de Souza
Pesquisador Responsável no exterior:Theodore John Price
Instituição Parceira no exterior: University of Texas at Dallas (UT Dallas) , Estados Unidos
Instituição Sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:Araraquara
Vinculado ao auxílio:22/04387-6 - Impacto do dimorfismo sexual e da neurotransmissão ocitocinérgica sobre a dor crônica em modelos animais e em humanos, AP.JP
Assunto(s):Dor  Medula espinhal  Ocitocina  Neurociências 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Dor | medula espinhal | Neurotransmissão Opióide | ocitocina | Neurociências

Resumo

Recentemente têm se destacado o interesse pelo potencial analgésico do neuropeptídeo ocitocina (OT), em estudos tanto em humanos quanto em animais. Um mecanismo primário que explica esse potencial, envolve a ação direta da OT no corno dorsal da medula pela ação de interneurônios GABAérgicos inibitórios. No entanto, uma segunda hipótese aponta para uma via indireta através do sistema opioide endógeno. Neste contexto, existem pelo menos duas possibilidades: a OT pode estimular a liberação de opioides endógenos no cérebro, ou através de uma interação direta com os receptores opioides. Estes mecanismos foram descritos a partir dos resultados obtidos em estudos que utilizaram ferramentas farmacológicas em modelos animais ou culturas celulares. Consequentemente, examinar essas interações em tecido neuronal humano representaria um avanço metodológico significativo no campo. O objetivo principal desta proposta é fomentar a expertise do grupo de pesquisa da Dra. Baptista-de-Souza em abordagens computacionais integrando análises single cell e hibridização in situ RNAscope. Para atingir esse objetivo, investigaremos a potencial interação entre a neurotransmissão ocitocinérgica e opioide nos gânglios da raiz dorsal (GRD), medula espinhal e no tronco encefálico, utilizando amostras de pessoas que em vida sofriam de dores crônicas, com foco específico naqueles com histórico de abuso de opioides. Empregaremos abordagens computacionais para receptores de ocitocina, permitindo-nos identificar como ocorre a interação entre a ocitocina e a neurotransmissão opioide. Subsequentemente, validaremos esses achados utilizando hibridização in situ RNAscope multiplexada. A missão será a viagem da Dra. Baptista-de-Souza a Dallas por 90 dias para aprender a analisar dados de single cell utilizando abordagens computacionais. Além disso, ela será treinada em como realizar hibridização in situ RNAscope multiplexada em tecido humano de GRD, medula espinhal e tronco encefálico. Os fundos desta concessão nos permitirão expandir este projeto, incorporando uma abordagem computacional no Brasil. Um resultado chave deste intercâmbio será o delineamento de um projeto especificamente voltado para a expansão da pesquisa em tecido neuronal humano. Isso construirá expertise essencial dentro do grupo de pesquisa para trabalhar com esse tipo de tecido, abrindo portas para colaborações com outros grupos de pesquisa brasileiros que possam obter amostras semelhantes. Isso, por sua vez, permitirá a investigação de diversos alvos moleculares em outras áreas da neurociência. O objetivo é submeter este projeto a agências de financiamento de pesquisa, estabelecendo assim uma colaboração sustentada de médio a longo prazo. Prevemos que esta concessão facilitará o desenvolvimento de um esforço colaborativo sustentado, levando, em última análise, a estratégias clínicas inovadoras para otimizar o manejo da dor. (AU)

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