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Modelo de estudo "in vitro" para avaliação da resposta das células gliais à Leishmania infantum

Processo:25/12390-5
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Data de Início da vigência: 01 de novembro de 2025
Data de Término da vigência: 30 de abril de 2028
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal
Pesquisador responsável:Gisele Fabrino Machado
Beneficiário:Gisele Fabrino Machado
Instituição Sede: Faculdade de Medicina Veterinária (FMVA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araçatuba. Araçatuba , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:Araçatuba
Pesquisadores associados:Flavia Lombardi Lopes ; Guilherme Dias de Melo ; Valéria Marçal Felix de Lima
Bolsa(s) vinculada(s):25/24755-8 - Modelo de estudo "in vitro" para avaliação da resposta das células gliais à Leishmania infantum, BP.DR
Assunto(s):Astrócitos  Inflamação  Leishmania infantum  Microglia  Análise de sequência de RNA  Neuropatologia 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:astrócitos | Inflamação | leishmania infantum | microglia | Modulação da inflamação | RNAseq | Neuropatologia

Resumo

A Leishmaniose Visceral (LV) é uma zoonose tropical negligenciada, globalmente distribuída, cujo principal reservatório urbano é o cão doméstico. A Leishmania promove doença crônica e progressiva, que pode ser assintomática ou manifestar uma ampla gama de sintomas inespecíficos. Nos últimos anos, estudos comprovaram que a leishmaniose pode afetar o sistema nervoso central (SNC) e periférico (SNP), além da capacidade do parasito de cruzar a barreira hematoencefálica (BHE) e hematoliquórica (BHL), disseminando-se no líquido cefalorraquidiano (LCR) e resultando em possíveis manifestações neurológicas. A inflamação crônica periférica pode desencadear neuroinflamação, com a ativação da micróglia e dos astrócitos, resultando em alterações histopatológicas frequentemente observadas nos animais infectados e no perfil de expressão gênica pró-inflamatório no tecido nervoso. A compreensão mais profunda dos mecanismos envolvidos na leishmaniose cerebral pode ser beneficiada com modelos experimentais in vitro, que permitem estudar a interação entre a Leishmania, células gliais e citocinas inflamatórias de maneira padronizada e sem interferências e variações individuais observadas em pacientes. Assim, nossa proposta neste projeto é avaliar a resposta de astrócitos e micróglia a diferentes estímulos oriundos da Leishmania infantum (parasito integro, antígenos solúveis, e meio de cultivo de astrócitos e micróglia condicionado). Nosso controle, estímulo das células com IFN-¿, visa também mimetizar a possível estimulação periférica das células gliais que pode ocorrer em pacientes com leishmaniose visceral. Será realizado o sequenciamento do mRNA total para caracterizar e interpretar o funcionamento do genoma destas células e compreender melhor o desenvolvimento das alterações que ocorrem no tecido nervoso de pacientes infectados. A resposta das células estimuladas será avaliada com a dosagem de proteínas do lisado celular e de citocinas no sobrenadante das culturas. (AU)

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