Resumo
Ações relacionadas à valorização de produtos florestais não madeireiros podem impulsionar o uso múltiplo e sustentável, fortalecendo o extrativismo e o beneficiamento desses materiais, com impacto socioeconômico na população local e manutenção da integridade da floresta. O beneficiamento de materiais oleaginosos do bioma amazônico, tais como, pracaxi, babaçu, castanha do Brasil, entre outros gera tortas de prensagem como coprodutos da produção dos óleos filtrados. Diferentemente dos óleos, os quais são utilizados sobretudo pelas indústrias de cosméticos, as tortas são majoritariamente destinadas à alimentação animal. Neste contexto, ações para a valorização desses materiais são justificadas, como, por exemplo, seu fracionamento e a produção de insumos para a alimentação humana. Tortas de prensagem de oleaginosas podem apresentar teores significativos de óleo residual não removido na etapa de extração mecânica, além de proteínas, bioativos e fibras. Além da possibilidade de extração do óleo/gordura residual, a utilização dos sólidos desengordurados para a valorização da fração proteica pode ampliar o portfólio com produtos como concentrados e isolados proteicos, com vasta aplicação na indústria de alimentos. Com base no exposto, este projeto de pesquisa tem como objetivo propor estratégias para extração de lipídeos, bioativos e proteínas de coprodutos do bioma amazônico. Para a extração de óleo residual e compostos bioativos presentes nas tortas de prensagem, propõe-se a utilização de solventes verdes já estabelecidos, como o etanol, e emergentes, como os eutéticos profundos naturais hidrofóbicos, utilizando ferramentas termodinâmicas para a pré-seleção de precursores (Teoria de Solubilidade de Hansen e metodologia COSMO). Tecnologias não convencionais serão avaliadas, como o ultrassom para extração e/ou melhoria das propriedades funcionais das proteínas, além de membranas e precipitação alcoólica para a etapa de purificação. Além dos avanços tecnológicos, este projeto gerará indicadores de sustentabilidade críticos para avaliar o impacto socioambiental dos processos desenvolvidos, tais como eficiência de recursos, viabilidade socioeconômica e aderência a políticas públicas. (AU)
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