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Religião como política: moralidades, ativismos e laicidades

Processo:22/16673-3
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Temático
Data de Início da vigência: 01 de janeiro de 2026
Data de Término da vigência: 31 de dezembro de 2030
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia
Pesquisador responsável:Ronaldo Romulo Machado de Almeida
Beneficiário:Ronaldo Romulo Machado de Almeida
Instituição Sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:Campinas
Pesquisadores principais:
Carlos Alberto Steil ; Luciana Ferreira Tatagiba ; Maria Jose Fontelas Rosado Nunes
Pesquisadores associados:André Kaysel Velasco e Cruz ; Brenda Maribel Carranza Dávila ; Clayton da Silva Guerreiro ; Cleonardo Gil de Barros Mauricio Junior ; Flávia Millena Biroli ; Joanildo Albuquerque Burity ; Joice Melo Vieira ; Leonardo Vasconcelos de Castro Moreira ; Marcelo Ayres Camurça Lima ; Olívia Bandeira de Melo Carvalho ; Rebecca Neaera Abers ; Vinícius Augusto Guerra Spira
Assunto(s):Antropologia da religião  Religiões  Política  Direita (ideologia política)  Moralidade  Ativismo 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:ativismo | Direita | Laicidade | moralidade | Política | religião | Antropologia da Religião

Resumo

Este Projeto Temático pretende investigar as transformações e conflitos políticos-religiosos no Brasil contemporâneo, tendo como comparação e interlocução teórica e empírica pesquisas no continente americano em torno de quatro linhas que orientarão de forma integrada os pesquisadores: 1) a conjuntura da última década no Brasil que tem potencializado a hegemonia da direita religiosa em termos neoconservadores e sob uma lógica populista; 2) o caráter transnacional e nacionalista deste processo político-religioso como parte de uma reação sistêmica às democracias liberais; 3) as transformações do ativismo religioso (conservador e progressista) e seus impactos sobre as relações entre Estado e sociedade; 4) e, por fim, como as forças antagônicas e multivetoriais interpelam de diferentes formas o equacionamento entre pluralismo, laicidade e democracia liberal. A embocadura do Projeto não é propriamente "religião e política", mas "religião como política". Mais do que a forma religiosa da política que separa forma e conteúdo, ou mais do que religião entrando na política como se nunca tivesse estado nela, fazer religião tem sido fazer política, embora não seja somente isso que esteja sendo feito. Apreendemos a religião como um dispositivo ativado pela dinâmica política, a saber: como arena de conflitos; como práticas e relações de poder que sustentam os símbolos políticos; como orientadora da moralidade pública, o que gera tensões interpessoais; como força mobilizadora e indutora da ação política; como interesses materiais e corporativos disputados no âmbito do Estado; entre outras dimensões. Nossa hipótese de fundo é que a religião é um potência induzida e indutora de dinâmicas políticas e culturais que variam em intensidades, escalas e intersecções. Como a magia, ela é produtora de realidades ao mobilizar afetos e projetar expectativas futuras por meio da imaginação política, o que faz dela uma questão pública incontornável no país. (AU)

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