| Processo: | 25/04847-5 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de janeiro de 2026 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2028 |
| Área do conhecimento: | Ciências Humanas - Educação - Fundamentos da Educação |
| Pesquisador responsável: | Elie George Guimaraes Ghanem Junior |
| Beneficiário: | Elie George Guimaraes Ghanem Junior |
| Instituição Sede: | Faculdade de Educação (FE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Antônio Fernandes Góes Neto ; Artur Garcia Gonçalves ; Claudia Lemos Vóvio ; Juvêncio da Silva Cardoso ; Marcia Elenita França Niederauer ; Ronaldo Jose Garrido ; Thiago Costa Chacon |
| Assunto(s): | Alfabetização Formação de professores Multilinguismo Sociologia educacional |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Alfabetização | escola indígena | formação de professores | Multilinguismo | Sociologia da Educação |
Resumo
As escolas são uma face dinâmica e inquietante das relações entre indígenas e sociedade envolvente. Desde o reconhecimento (pós-1988) do direito diferenciado desses povos à educação formal, as unidades escolares nas aldeias se multiplicam. Entre seus desafios, é constante a demanda de que ensinem a lectoescritura e oralidade fluentes, nas línguas indígenas e portuguesa. Os professores indígenas são o alvo imediato dessa pressão para "alfabetizar com sucesso"; mas se veem pouco instrumentados para isso, submetidos às vicissitudes comuns da formação docente. Sua situação se agrava pelo parco ou variável domínio do português, e pela composição pluriétnica e multilíngue de muitas aldeias. É o caso dos Baniwa-Koripako da bacia do Içana, afluente do alto curso do Negro (AM). A Rede de Escolas Baniwa-Koripako (REBK) reúne as 65 unidades municipais e estaduais desse território, articuladas pela Organização Nadzoeri, com a qual o grupo de pesquisa Ceunir (Feusp) mantém parceria de pesquisa e assessoria desde 2018. Perguntamos: Quais práticas tornam a formação de docentes indígenas mais responsiva às necessidades peculiares da alfabetização escolar nesses contextos interculturais e multilíngues? Examinamos a hipótese de que tal formação deve ser autodirigida, e incluir a investigação da diversidade sociolinguística local. Assim, a "autoformação" analisada é um esforço coletivo, endógeno e cumulativo de pesquisa e estudo, baseado na circulação e exame crítico de soluções entre pares; orientado pela formulação de problemas; e subsidiado pelo diálogo com especialistas. Essas práticas teriam vantagens especiais para responder aos desafios pedagógicos locais, inéditos na literatura e nas tradições formativas consagradas. O objetivo geral é, portanto, instalar e analisar ações participativas articuladas de autoformação docente em alfabetização e pesquisa sociolinguística na REBK. A geração de informações emprega uma metodologia aplicada de experimentação de tecnologia social: uma construção comunitária de resolução para um problema social, com a presença qualificada das populações envolvidas em toda a concepção e realização. (AU)
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