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Histórias Sociais como recursos educação sexual de pessoas com Deficiência Intelectual e/ou Transtorno do Espectro Autista

Processo:25/19057-0
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Data de Início da vigência: 01 de fevereiro de 2026
Data de Término da vigência: 31 de janeiro de 2027
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia
Pesquisador responsável:Lúcia Pereira Leite
Beneficiário:Lúcia Pereira Leite
Instituição Sede: Faculdade de Ciências (FC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Bauru. Bauru , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:Bauru
Vinculado ao auxílio:24/01132-2 - Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Tecnologia Assistiva (CMDTA), AP.CCD
Bolsa(s) vinculada(s):26/01760-9 - Histórias Sociais como recursos educação sexual de pessoas com Deficiência Intelectual e/ou Transtorno do Espectro Autista, BP.IC
Assunto(s):Acessibilidade  Deficiência intelectual  Transtorno do espectro autista 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Acessibilidade | Deficiencia intelectual | Histórias Sociais | Psicologia Escolar e Educacional | Transtorno do Espectro Autista | Psicologia Escolar e Educacional

Resumo

Pessoas com Deficiência Intelectual (DI) e Transtorno do Espectro Autista (TEA) são apontadas, pelos dados estatísticos, como especialmente vulneráveis com relação a violências sexuais, e a literatura científica explora o tema endossando a escassez de acesso a informações e direitos neste campo, desde a infância até a velhice.Dentre as possíveis colaborações no campo interventivo, considera-se a educação sexual emancipatória uma importante via de impacto, por meio do ensino intencional de conteúdos e habilidades ajustados ao repertório e necessidades daqueles(as) envolvidos(as) e seu entorno. Pensar sobre processos de ensino para pessoas com DI eTEA implica considerar a amplitude de características singulares dos sujeitos e as muitas outras marcas de exclusão que, de alguma forma, dirigem suas histórias, como etnia, classe e gênero. Para propor uma tecnologia de ensino que possa ser utilizada comtamanha envergadura, é importante se tratar de algo de baixo custo; fácil manuseio; descomplicado para realizar adaptações de linguagem ou modificações estruturais; que atenda pessoas verbais e não verbais, com maior ou menor necessidade de repetição eoutras particularidades cognitivas. Intencionando, portanto, criar recursos didáticos para promover educação sexual de pessoas com DI e/ou TEA, optou-se pelo formato de Histórias Sociais¿, descritas pela sua criadora, Carol Gray, como curtas e individualizadas, que podem ajudar as pessoas em situações difíceis, novas ou confusas(Lazzarini, Elias, 2022). Embora possam ser adaptadas de acordo com as realidades dos profissionais que as utilizem, as diretrizes originais, que vem sendo atualizadas desde o início de seu uso, em 1976, envolvem: escolher um tema relevante para aquelas pessoase eleger um objetivo; ter informações com relação às pessoas envolvidas no trabalho, como seus interesses, suas habilidades e necessidades; construir material visual a partir de três partes fundamentais: 1) uma introdução contextual; 2) uma sentença descritiva; 3) uma conclusão, onde pode haver uma retomada. Pode-se usar primeira ou terceira pessoa, e sempre que possível descrever aspectos como "onde", "quando", "quem", "o que", "como" e "por que". Para esta pesquisa, serão organizadas 20 histórias sociais,com variações no formato para uso com crianças verbais ou não verbais, a partir dos objetivos de educação sexual mais observados na literatura científica da área, com apoio do aplicativo Canva Pro, e uso do banco de imagens dele, além do ARASAAC. As histórias criadas serão aplicadas em crianças e adolescentes participantes dos projetos de extensão parceiros que terão, como objetivo, promover educação sexual de pessoas com deficiência juntamente a suas famílias, e haverá registro e acompanhamento paraverificação da necessidade de ajustes e modificações do material. Além da divulgação científica planejada, por meio de artigos e participação em eventos da área, almeja-se divulgar os achados desta pesquisa na comunidade interessada pelo tema, disponibilizando-o de modo gratuito e acessível, caso se mostre de fato frutuoso para o contexto supracitado. (AU)

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