| Processo: | 25/01729-1 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE |
| Data de Início da vigência: | 01 de fevereiro de 2026 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2026 |
| Área do conhecimento: | Interdisciplinar |
| Pesquisador responsável: | Luisa Taynara Silvério da Costa |
| Beneficiário: | Luisa Taynara Silvério da Costa |
| Pesquisadores principais: | CRISTIANE APARECIDA FURTADO CANTO |
| Pesquisadores associados: | Júlia Amanda Rodrigues Fracasso ; Lucinéia dos Santos |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 26/01596-4 - Aproveitamento do resíduo da Agave sisalana: uma nova alternativa para o mercado de tensoativos, BP.PIPE |
| Assunto(s): | Química verde Resíduos agroindustriais Saponinas Sustentabilidade Química de produtos naturais |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Química Verde | resíduos agroindustriais | Saponinas | Semiárido Brasileiro | Sustentabilidade | tensoativos naturais | Química de Produtos Naturais |
Resumo
As saponinas, metabólitos secundários amplamente distribuídos no reino vegetal, apresentam excelentes propriedades físico-químicas e biológicas que as tornam eficazes nos mais distintos campos de aplicação, incluindo a indústria farmacêutica, cosméticos, home & personal care, agroquímicos, pinturas e revestimentos, bem como na indústria alimentícia. Em razão de suas propriedades tensoativas, a sua utilização para o desenvolvimento de tensoativos naturais apresenta-se como uma importante ferramenta na promoção da sustentabilidade na indústria. Ao optar por tensoativos naturais, reduz-se a dependência de compostos químicos sintéticos, mitigando potenciais impactos ambientais negativos. O sisal é o nome pelo qual popularmente é conhecida a Agave sisalana, uma espécie que não é nativa do Brasil, mas, se adaptou bem ao semiárido brasileiro. Tornando o Brasil no maior produtor e exportador mundial do sisal. No entanto, apenas 5% das folhas do sisal converte¿se em produto rentável, ou seja, a fibra dura, que é utilizada na confecção de cordas, fios, estofados, carpetes e tapetes, entre outros produtos. Dessa maneira, são gerados por ano, cerca de dois milhões e seiscentas mil toneladas de resíduos, ricos em saponinas. Entrelaçando o manejo sustentável desses resíduos e o crescimento da demanda por tecnologias e produtos ecologicamente conscientes e economicamente viáveis, este projeto visa o desenvolvimento de um tensoativo natural a partir do reaproveitamento do resíduo do sisal, avançando na contramão da utilização de práticas extrativistas em busca de ativos naturais, ofertando incremento econômico e social para a região sisaleira na promoção da bioeconomia circular. Ademais, impulsionado pela tendência e surgimento de novas tecnologias de extração, também constitui-se como objetivo deste projeto delinear um rota de extração verde de saponinas, isto é, cuja a base seja a sustentabilidade, assim como seja capaz de atender os critérios de maximização de rendimentos e viabilidade técnico-econômica de manuseio em escala. Em síntese, obter um tensoativo produzido inteiramente a partir de fontes renováveis ¿¿de carbono, sendo produzido através da reciclagem inovadora de resíduos de sisal com fornecimento abundante e confiável, bem como focado no desenvolvimento de processos econômicos e escaláveis, tornando-os viáveis ¿¿para operações em larga escala e produzidos por um processo de extração mais seguro, suave e de baixo consumo de energia. Destacando que o sisal utilizado em nosso processo produtivo possui cadeia de custódia verificada e atende rigorosas certificações de sustentabilidade, garantindo fornecimento responsável e gestão ambiental. (AU)
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