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Efeitos da terapia cognitivo funcional versus exercícios terapêuticos em indivíduos com dor crônica no ombro: ensaio controlado aleatorizado

Processo:25/27441-4
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Data de Início da vigência: 04 de novembro de 2026
Data de Término da vigência: 03 de dezembro de 2026
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Paula Rezende Camargo
Beneficiário:Paula Rezende Camargo
Pesquisador visitante:Donald Anthony Neumann
Instituição do Pesquisador Visitante: Marquette University , Estados Unidos
Instituição Sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:São Carlos
Assunto(s):Fisioterapia 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:fisioterapia | Fisioterapia

Resumo

Introdução: A dor no ombro é a terceira condição musculoesquelética mais comum, e uma causa significativa de morbidade e incapacidade funcional, associada à comportamentos de dor mal adaptativos, como cinesiofobia e catastrofização. A terapia por exercícios é a estratégia de primeira linha, mas fatores emocionais e sociais podem dificultar a adesão e a recuperação. A terapia cognitivo funcional integra aspectos biopsicossociais e se destaca como intervenção eficaz para outras condições musculoesqueléticas crônicas. Contudo, ainda não há evidência sobre seu efeito no tratamento da dor crônica no ombro. Objetivos: verificar se a terapia cognitivo funcional é superior a um protocolo de exercícios terapêuticos para redução da intensidade da dor, incapacidade, funcionalidade específica do paciente, cinesiofobia, autoeficácia, qualidade do sono, expectativa com o tratamento, percepção de mudança e satisfação com tratamento de indivíduos com dor crônica no ombro quando comparada a um protocolo de exercícios terapêuticos. Métodos: Este estudo é um ensaio clínico controlado, aleatorizado e cego. Participarão 92 indivíduos de ambos os sexos com dor no ombro há mais de 3 meses, que serão distribuídos de forma aleatória entre dois grupos. Grupo 1 - Terapia cognitivo funcional - receberá intervenção pragmática, podendo variar de 4 a 8 semanas, com frequência de uma vez na semana, e o Grupo 2 - Exercícios terapêuticos - receberá intervenção com exercícios, por 8 semanas, com frequência de duas vezes na semana. Os desfechos primários serão Intensidade de dor (Escala Numérica de Dor) e incapacidade do ombro (Índice de Dor e Incapacidade do Ombro). Os desfechos secundários serão funcionalidade específica (Escala Funcional Específica do Paciente), cinesiofobia (Escala Tampa de Cinesiofobia), autoeficácia (Questionário de Autoeficácia para Dor), qualidade do Sono (Indice de Gravidade de Insônia), expectativa dos pacientes com o tratamento (Escala Likert de 7 pontos), percepção de mudança (Escala Global de Avaliação de Mudança), satisfação do paciente (Escala Global de Avaliação de Mudança) e Adesão ao exercício (EARS-Br). Todos os desfechos serão mensurados no início, após 4 e 8 semanas de intervenção e após 12 semanas do final da intervenção A análise estatística seguirá o princípio de análise por intenção de tratar. Para a análise dos dados será utilizado o software Statistical Package for Social Sciences (SPSS) versão 24, SPSS Inc., Chicago, IL, versão 26. A normalidade dos dados será verificada pelo teste de Kolmogorov-Smirnov. As diferenças entre os grupos serão verificadas utilizando os modelos lineares mistos com os termos de interação grupo versus tempo. O tamanho de efeito será calculado para as variáveis entre os grupos. O nível de significância será estabelecido em 5%. Resultados esperados: Espera-se que a terapia cognitivo funcional, ao utilizar um tratamento individualizado e centrado nas limitações biopsicossociais de indivíduos com dor no ombro crônica, seja superior ao tratamento focado na ativação muscular do complexo do ombro na melhora da intensidade da dor, incapacidade do ombro, funcionalidade específica do paciente, cinesiofobia, autoeficácia, qualidade do sono, expectativa com o tratamento, percepção de mudança e satisfação com tratamento. (AU)

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