| Processo: | 25/09493-7 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Projeto Inicial |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2026 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2031 |
| Área do conhecimento: | Interdisciplinar |
| Pesquisador responsável: | Lívia Soman de Medeiros |
| Beneficiário: | Lívia Soman de Medeiros |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Diadema |
| Pesquisadores associados: | Fabiana Elaine Casarin dos Santos ; Gislene Almeida Carvalho Zilse ; Hector Henrique Ferreira Koolen ; Michael Poulsen ; Michelle Manfrini Morais Vátimo ; Renato Almeida de Azevedo ; Thomas Puettker |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 26/06356-1 - Diversidade funcional de fungos associados a cupins neotropicais, BP.DR |
| Assunto(s): | Produtos naturais Fungos Insetos sociais Anti-infecciosos Ecologia química |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Antimicrobianos | Ecologia Química | fungos | Insetos Sociais | Produtos Naturais | Produtos Naturais |
Resumo
Insetos sociais, como abelhas sem ferrão e cupins, exercem funções ecológicas cruciais nos ecossistemas tropicais, mas vêm enfrentando crescentes ameaças por agentes patogênicos. Estudos sugerem que abelhas sem ferrão podem ser menos suscetíveis a entomopatógenos em comparação com outras abelhas, possivelmente devido à presença de microrganismos simbiontes que atuam como defesa natural, através da produção de agentes antimicrobianos. De forma análoga, especula-se que cupins sem soldados, ao viverem em ninhos epigeos menos complexos e com maior exposição ao solo, desenvolveram mecanismos simbióticos mais sofisticados para proteção contra patógenos, compensando a ausência de uma casta defensiva. Este projeto propõe investigar essas estratégias simbióticas de defesa por meio da caracterização da diversidade fúngica associada a abelhas sem ferrão e cupins sem soldados em biomas neotropicais. Utilizando abordagens integradas de filogenia, genômica, metagenômica, transcriptômica, metabolômica e ensaios de bioatividade, busca-se elucidar os papéis ecológicos, químicos e evolutivos dessas associações simbióticas utilizando como modelos, abelhas sem ferrão e cupins sem soldados nativos de Mata Atlântica e Floresta Amazônica. A proposta enfrenta o desafio de desvendar interações ecológicas pouco exploradas, ao mesmo tempo em que inova ao integrar ecologia química com prospecção de compostos bioativos. Além de aprofundar o entendimento sobre evolução de simbioses defensivas em insetos sociais, os resultados poderão revelar novos agentes antimicrobianos naturais, com potencial aplicação em biocontrole, podendo contribuindo para o desenvolvimento de estratégias sustentáveis de conservação e manejo de espécies de insetos ameaçadas. (AU)
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