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Melhoria acadêmica e cognitiva em crianças em idade escolar: comparando a eficácia das intervenções e adaptando métricas de vulnerabilidade

Processo:25/27109-0
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Data de Início da vigência: 10 de agosto de 2026
Data de Término da vigência: 09 de novembro de 2026
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia do Desenvolvimento Humano
Pesquisador responsável:Alessandra Gotuzo Seabra
Beneficiário:Alessandra Gotuzo Seabra
Pesquisador visitante:Maria Julia Hermida
Instituição do Pesquisador Visitante: Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET) , Argentina
Instituição Sede: Reitoria. Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). São Paulo , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:São Paulo
Assunto(s):Linguagem  Ensino fundamental  Vulnerabilidade social  Matemática  Funções executivas  Intervenções 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Ensino Fundamental | funções executivas | Intervenções | Linguagem | Matemática | vulnerabilidade social | intervenções cognitivas

Resumo

De acordo com vários estudos realizados no Brasil e no mundo, a pandemia e a suspensão das aulas afetaram o desempenho cognitivo e acadêmico das crianças, especialmente das que vivem em situações de vulnerabilidade social. No entanto, evidências anteriores mostram que esses efeitos negativos podem ser reduzidos com intervenções educacionais específicas. No contexto do projeto "Programa de intervenção multidisciplinar para reduzir os danos causados pela pandemia a alunos, pais e professores: evidências de saúde cognitiva, física e mental e mapeamento do trabalho", financiado pela CAPES, propomos uma visita de três meses da Dra. Hermida ao grupo da Dra. Seabra na Universidade Presbiteriana Mackenzie, para realizar as duas contribuições fundamentais a seguir:a) Uma análise comparativa das intervenções educacionais. Durante os anos de 2023-2025, o grupo de pesquisa da Dra. Seabra realizou quatro intervenções (em matemática, linguagem, funções executivas ou linguagem mais funções executivas, n=110 crianças por grupo) destinadas a melhorar o desempenho escolar e cognitivo de crianças do ensino fundamental. Antes e depois das intervenções, foram aplicados testes de funções executivas, matemática e linguagem escrita. Ao contrario da maior parte da literatura que analisa o impacto de cada tipo de intervenção separadamente, os dados deste estudo nos permitirão explorar comparativamente qual intervenção é mais eficaz para melhorar cada resultado específico, gerando resultados interessantes para o público das ciencias do desenvolvimento que, a nivel mundial, debatem eses temas. Aproveitando a experiência anterior da Dra. Hermida na comparação de diferentes intervenções, durante a visita analisaremos os dados (usando GLMM), discutiremos os resultados e concluiremos o primeiro rascunho de uma publicação dos mesmos.b) Adaptação de um novo instrumento para medir a vulnerabilidade social. Tanto o grupo da Dra. Seabra quanto o da Dra. Hermida identificaram limitações nas ferramentas atuais para medir a vulnerabilidade social. Especificamente, as medidas comumente utilizadas referem-se ao nível socioeconômico da familia ou escola, ou à renda familiar. Embora essas medidas sejam úteis para captar a escassez, elas podem ignorar a dimensão da imprevisibilidade econômica que, de acordo com estudos recentes, desempenha um papel fundamental no desenvolvimento cognitivo das crianças. Durante a visita, trabalharemos para superar essa limitação, realizando a tradução para o português brasileiro de uma escala que está sendo desenvolvida atualmente pela Dra. Hermida para medir não apenas a escassez, mas também o aspecto da imprevisibilidade da vulnerabilidade social. A escala resultante dessa visita poderá ser usada em estudos futuros no Brasil, permitindo, por exemplo, explorar como os impactos das intervenções variam de acordo com os diferentes níveis de escassez e imprevisibilidade da população.Embora algumas etapas para atingir esses objetivos possam ser realizadas remotamente, a maioria delas requer interações longas e complexas que perderiam significativamente qualidade se não fossem realizadas pessoalmente. Além disso, o fato de as Dras. Hermida e Seabra terem colaborado desde 2022 em projetos semelhantes, que resultaram na publicação de artigos, demonstra a viabilidade desse plano, bem como a sinergia na interação de ambos os grupos. Por fim, o fato de os objetivos A e B abordarem temas de fronteira nas ciências do desenvolvimento, espera-se que a visita não só resulte na publicação de resultados, mas também seja uma plataforma para a apresentação de futuras propostas de pesquisa e bilateral e financiamento entre os dois grupos. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
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