| Processo: | 24/19835-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Projeto Geração |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2026 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2031 |
| Área do conhecimento: | Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos |
| Pesquisador responsável: | Andrêssa Silva Fernandes |
| Beneficiário: | Andrêssa Silva Fernandes |
| Instituição Sede: | Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Santos |
| Pesquisadores associados: | Antonio Pérez-Gálvez ; Isabel Viera Alcaide ; Luciana Pellegrini Pisani ; María Roca ; Veridiana Vera de Rosso |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 26/08308-4 - Explorando o Metabolismo das Clorofilas: Sistemas Inovadores de Transporte e Seu Impacto na Microbiota Intestinal, BP.GR |
| Assunto(s): | Metabolismo |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | absorption | Bioavailability | Chlorophylls | Colonic fermentation | metabolism | Microalgae | Compostos bioativos alimentares |
Resumo
As clorofilas, incluindo aquelas provenientes de microalgas, têm atraído crescente interesse como compostos bioativos em alimentos funcionais e nutracêuticos, especialmente devido ao seu reconhecido potencial antioxidante. No entanto, ainda persistem lacunas críticas sobre seu metabolismo, especialmente no que se refere à bioacessibilidade e biodisponibilidade, limitando a compreensão sobre como esses pigmentos são efetivamente absorvidos e utilizados pelo organismo, o que é essencial para otimizar sua aplicação em novos produtos. Questões como a biodisponibilidade, a subsequente distribuição e assimilação sistêmica desses compostos, e o destino da fração não absorvida ao longo do trato gastrointestinal demandam uma investigação mais aprofundada. Tais estudos são essenciais para compreender tanto o metabolismo e a distribuição das clorofilas no organismo quanto seu impacto potencial na microbiota intestinal e sua ação como fitoquímicos. Além disso, o desenvolvimento de sistemas de liberação controlada, como oleogéis e bigéis, surge como uma estratégia emergente, capaz de otimizar a estabilidade e a eficácia desses compostos ao longo do trato digestivo. Este projeto visa preencher essas lacunas por meio de uma abordagem integrada, investigando amplamente a estabilidade, o metabolismo, a absorção e a distribuição das clorofilas em sistemas alimentares inovadores. Utilizando oleogéis e bigéis como carreadores eficazes, serão realizadas análises in vitro e in vivo para desenvolver e otimizar essas formulações, com foco em maximizar a eficácia e a estabilidade das clorofilas ao longo do processo digestivo. Paralelamente, serão explorados os efeitos desses fitoquímicos na microbiota intestinal, combinando ensaios de digestão in vitro seguidos de fermentação colônia anaeróbica com estudos de absorção e distribuição in vivo, para evidenciar possíveis efeitos sistêmicos e benefícios à saúde intestinal. Com essa abordagem multidisciplinar, o projeto tem potencial para gerar impacto significativo tanto a nível nacional quanto internacional, ao aprofundar o conhecimento sobre o metabolismo das clorofilas de microalgas, especialmente no que diz respeito à sua incorporação em sistemas carreadores inovadores. Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, o projeto apoia o ODS 3 (Saúde e Bem-Estar), promovendo alternativas alimentares funcionais; o ODS 9 (Inovação e Infraestrutura), ao integrar metodologias avançadas e tecnologias emergentes, como a impressão 3D de alimentos; e o ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis), ao explorar sistemas de liberação sustentáveis e o uso da biomassa de microalgas como fonte bioativa. Além disso, o cultivo de microalgas reduz significativamente os níveis de dióxido de carbono (CO2) por meio da fotossíntese, posicionando-as como um recurso sustentável para a produção de alimentos e contribuindo para sistemas alimentares mais sustentáveis. Essa abordagem está alinhada com esforços mais amplos de sustentabilidade, promovendo a saúde ambiental enquanto fomenta a segurança alimentar e melhora a qualidade nutricional dos produtos alimentares. (AU)
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