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Florescimento e frutificação em laranjeira Valência: aspectos anatômicos, fisiológicos, bioquímicos e moleculares

Processo: 05/57862-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de agosto de 2006 - 30 de setembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitotecnia
Pesquisador responsável:Marcelo Carnier Dornelas
Beneficiário:Marcelo Carnier Dornelas
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesquisadores principais:Eduardo Caruso Machado ; Paulo Mazzafera
Bolsa(s) vinculada(s):09/07616-1 - Florescimento e frutificação em laranjeira Valência: aspectos fisiológicos e bioquímicos, BP.TT
07/57296-8 - Análise do padrão de expressão dos genes da família MADS-box durante o desenvolvimento do fruto de Citrus sinensis, BP.MS
07/53520-0 - Resposta da fotossíntese a variação da temperatura no sistema radicular em laranjeira Valência, BP.MS
07/55207-8 - Aspectos fisiológicos, bioquímicos e moleculares do florescimento e frutificação de laranjeira "valência", BP.PD
06/59382-6 - Respostas da fotossíntese a baixa temperatura noturna em laranjeira "valência", BP.MS
Assunto(s):Frutificação  Fotossíntese  Anatomia vegetal  Fisiologia vegetal  Bioquímica vegetal  Citricultura  Laranja 
Publicação FAPESP:http://media.fapesp.br/bv/uploads/publicacoes/pasta_vet_21.pdf

Resumo

Os laranjais paulistas apresentam baixa eficiência produtiva e alternância de safra. O manejo agrícola visando à estabilidade da produção depende da melhor compreensão da interação entre os fatores ambientais e os processos fisiológicos que a determinam. A expressão de cada processo, em integração com o ambiente, depende da constituição genética da planta. A laranjeira é composta por órgãos (folhas) que funcionam como fonte de fotoassimilados (fonte) e por vários órgãos (folhas, raízes, ramos, flores, frutos) que, pelo menos em um estádio de desenvolvimento, consomem os carboidratos (drenos) produzidos pela fotossíntese. Qualquer órgão pode acumular reservas quando excesso de produção de fotoassimilados pelas folhas e estas podem ser remobilizadas para outros órgãos, quando a fotossíntese não atender à demanda. A produtividade pode ser avaliada pela relação produção e utilização de carboidratos. Na primavera, após a indução, ocorre intenso florescimento seguido de alta abscisão de flores e de frutos jovens. A fotossíntese e o teor de reservas podem afetar a fertilização, a fixação e o crescimento dos frutos. No verão, as condições climáticas favorecem a produção de fotoassimilados, que mantém o fornecimento de carboidratos para o crescimento da planta e acúmulo de reservas, fornecendo substrato e água para o crescimento dos frutos. Os frutos não acumulam amido nas vesículas de suco e há acúmulo de ácidos orgânicos, Iigando diretamente o ciclo respiratório e a translocação a partir das folhas e o metabolismo de açúcares no próprio fruto. Pouco se sabe sobre o metabolismo de N na laranjeira, apesar dos estudos com a nutrição nitrogenada nas folhas. Nesse projeto têm-se como objetivos analisar as interações fisiológicas, bioquímicas e, moleculares sobre a fotossíntese, o florescimento e a frutificação em laranjeira Valência. Para atingir estes objetivos propõem-se experimentos a serem conduzidos em campo, sob condições naturais, em casa de vegetação e em câmaras de crescimento, com controle de ambiente. Nos experimentos de campo, será observado além do florescimento e frutificação, a variação sazonal e diurna da fotossíntese, das relações hídricas ao mesmo tempo em que serão avaliadas enzimas de metabolismo do carbono e do nitrogênio. Também serão avaliados o desenvolvimento floral e a expressão de genes relacionados às diversas fases fenológicas. Em caso de vegetação, serão avaliados os hormônios e carboidratos envolvidos no processo de florescimento e frutificação, relacionando-os com os estudos da anatomia e da expressão gênica. (AU)

Publicações científicas (6)
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
DOVIS, VERONICA LORENA; RIEGER HIPPLER, FRANZ WALTER; SILVA, KARINA IOLANDA; RIBEIRO, RAFAEL VASCONCELOS; MACHADO, EDUARDO CARUSO; MATTOS, JR., DIRCEU. Optimization of the nitrate reductase activity assay for citrus trees. BRAZILIAN JOURNAL OF BOTANY, v. 37, n. 4, p. 383-390, DEC 2014. Citações Web of Science: 7.
SAO PEDRO MACHADO, DANIELA FAVERO; RIBEIRO, RAFAEL VASCONCELOS; GOMES DA SILVEIRA, JOAQUIM ALBENISIO; MAGALHAES FILHO, JOSE RODRIGUES; MACHADO, EDUARDO CARUSO. Rootstocks induce contrasting photosynthetic responses of orange plants to low night temperature without affecting the antioxidant metabolism. THEORETICAL AND EXPERIMENTAL PLANT PHYSIOLOGY, v. 25, n. 1, p. 26-35, 2013. Citações Web of Science: 8.
RAFAEL VASCONCELOS RIBEIRO; EDUARDO CARUSO MACHADO; ERICK ESPINOZA-NÚÑEZ; RÔMULO AUGUSTO RAMOS; DANIELA FAVERO SÃO PEDRO MACHADO. Moderate warm temperature improves shoot growth, affects carbohydrate status and stimulates photosynthesis of sweet orange plants. Brazilian Journal of Plant Physiology, v. 24, n. 1, p. -, 2012.
RIBEIRO, RAFAEL V.; MACHADO, EDUARDO C.; HABERMANN, GUSTAVO; SANTOS, MAURO G.; OLIVEIRA, RICARDO F. Seasonal effects on the relationship between photosynthesis and leaf carbohydrates in orange trees. FUNCTIONAL PLANT BIOLOGY, v. 39, n. 6, p. 471-480, 2012. Citações Web of Science: 15.
SANTOS, C. M. A.; RIBEIRO, R. V.; MAGALHES FILHO, J. R.; MACHADO, D. F. S. P.; MACHADO, E. C. Low substrate temperature imposes higher limitation to photosynthesis of orange plants as compared to atmospheric chilling. Photosynthetica, v. 49, n. 4, p. 546-554, DEC 2011. Citações Web of Science: 5.
RIBEIRO, R. V.; MACHADO, E. C.; SANTOS, M. G.; OLIVEIRA, R. F. Photosynthesis and water relations of well-watered orange plants as affected by winter and summer conditions. Photosynthetica, v. 47, n. 2, p. 215-222, JUN 2009. Citações Web of Science: 60.

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