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Demografia e ecologia da dispersão de sementes de Bertholletia excelsa H.B.K (Lecythidaceae) em castanhais silvestres da Amazônia Oriental

Processo: 95/03054-4
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 1995 - 31 de março de 1999
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Florestais e Engenharia Florestal - Conservação da Natureza
Pesquisador responsável:Carlos Augusto da Silva Peres
Beneficiário:Carlos Augusto da Silva Peres
Instituição Sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Amazônia  Dispersão de sementes  Bertholletia excelsa  Castanha-do-Brasil  Recursos naturais 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Amazonia | Bertholletia Excelsa | Dasyprocta | Dispersao De Sementes | Predacao De Sementes | Recursos Naturais

Resumo

Durante esses 25 anos, não foi realizado nenhum trabalho completo sobre o assunto, que incluísse tanto a história de vida da espécie vegetal, como a biologia e comportamento dos animais dispersores, tornando-as hipóteses muito frágeis. Este projeto pretende cobrir parte dessas deficiências, através de um sistema de dispersão de alta especificidade, entre um dispersor frugívoro, a cotia (Dasyprocta spp., Rodentia) e uma espécie vegetal de sementes de grande porte, a castanheira-do-pará (Bertholletia excelsa H.B.K., Lecythidaceae), com frutos possuem uma proteção mecânica lenhosa, que a torna praticamente inviolável a todos os outros dispersores potenciais. Este projeto será realizado na Reserva Indígena Kayapó, na base de pesquisas Pikaiti, próximo à aldeia A'Ukrê, no sudeste do estado do Pará (7º46' 14"S; 51°57' 43 O). É uma região da periferia da hiléia amazônica, na faixa de transição com cerrado do Planalto Central Brasileiro. Será realizado levantamento demográfico e fenológico da população de B. excelsa, testes de germinação in situ e monitoramento do crescimento de plântulas e adultos, acompanhamento por radiotelemetria e observações sistemáticas da ecologia comportamental de Dasyprocta kporina L.. Vários experimentos serão ainda conduzidos, para estimar-se as taxas de remoção e de predação de sementes, quantificar a efetividade do agente dispersor e, por fim, correlacionar os padrões encontrados com a distribuição espacial dos adultos de B. excelsa. Apesar de B. excelsa ser protegida por lei (n° 5197), isto não tem detido a degradação dos castanhais silvestres, além da exploração indiscriminada, evidenciada por uma depleção crônica do estoque de sementes e por caça seletiva do agente dispersor, levando populações de B. excelsa ao declínio, tanto na Amazônia Brasileira (Viana et al. subm. a, b), quanto na Peruana (E. Ortiz, in. litt.). Os dados gerados nesse trabalho, também poderão contribuir no planejamento e manejo da exploração da castanha-do-pará, produto florestal de destaque na socioeconomia regional e na brasileira. (AU)

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