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Controle dopaminérgico dos comportamentos reprodutivos em fêmeas: modulação por peptídeos e pela experiência reprodutiva

Resumo

A experiência reprodutiva em fêmeas de mamíferos possui relevância fisiológica, farmacológica e epidemiológica (I.E. reduz a incidência de câncer mamário). Apesar da indiscutível importância deste fenômeno existem poucos trabalhos sobre o assunto na literatura. O presente projeto se propõe a investigar: 1. a possível modulação de comportamentos relacionados com a dopamina pela experiência reprodutiva e também, o ajuste da neurotransmissão dopaminérgica in vivo, em fêmeas soltas na gaiola, utilizando para tal a técnica da microdiálise. Isso permitiria obtenção de informações sobre influência do estado fisiológico reprodutivo no funcionamento do sistema dopaminérgico ao longo do dia. 2. os processos neuroendócrinos centrais e periféricos nos quais a colecistocinina (CCK) interage com as endorfinas na expressão do Comportamento Maternal (CM) de ratas. Para tal, serão estudados os efeitos de agonistas e antagonistas específicos da CCK sobre a modulação do CM por opióides. Serão feitos estudos detalhados da interação de opióides e CCK no controle do CM tanto em nível periférico quanto central. A hipótese de que manipulações farmacológicas relacionadas a subtipos de receptor de CCK possam modular a inibição do CM induzida por opióides será testada. Inicialmente os peptídeos e seus antagonistas serão injetados via intracerebroventricular e, numa etapa posterior, em regiões importantes para a expressão do comportamento maternal tais como a área pré-óptica medial e o núcleo acumbens. Os eventuais resultados relevantes obtidos com fêmeas primíparas serão também testados em multíparas, com vistas a determinar a influência da experiência reprodutiva sobre o fenômeno em questão. 3. os processos nos quais a CCK interage com a dopamina (DA) na expressão dos comportamentos dopaminérgicos e reprodutivos de ratas e o papel da experiência reprodutiva nessa interação serão objeto de estudo nessa etapa. A ação da CCK central e periférica em diversos comportamentos dopaminérgicos, particularmente o de autolimpeza, será estudada em fêmeas nos diferentes estágios reprodutivos. Os efeitos da experiência reprodutiva, bem como o papel da CCK nos padrões comportamentais e fisiológicos de fêmeas durante a prenhez e lactação também serão estudados detalhadamente. (AU)