Busca avançada
Ano de início
Entree

Papel do oxido nitrico na lesao tubular renal isquemica e toxica.

Processo: 95/05294-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 1996 - 31 de maio de 1998
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Luis Yu
Beneficiário:Luis Yu
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Óxido nítrico  Nefrotoxicidade 

Resumo

A mortalidade da Insuficiência Renal Aguda (IRA) persiste ainda elevada apesar dos avanços tecnológicos no tratamento dialítico. Contribui para a manutenção desta taxa, o desconhecimento da fisiopatologia desta síndrome, o que impossibilita a instituição de medidas preventivas eficazes e terapêuticas específicas que possam alterar a evolução clínica. Entretanto, inúmeros avanços têm sido obtidos nos últimos anos principalmente na compreensão dos mecanismos de lesão e morte celular isquêmicas. Diversos fatores têm sido implicados na patogênese da IRA, destacando-se: os radicais livres de oxigênio, a depleção das reservas energéticas de fosfato, aumento do cálcio intracelular e alterações do citoesqueleto celular. Recentemente, demonstramos que o óxido nítrico (NO) participa também da lesão celular em túbulos renais proximais isolados submetidos à hipóxia e reoxigenação. Estes estudos foram realizados através da administração aguda de L-arginina, o substrato da NO sintetase, e de L-NAME, inibidor da síntese de NO, aos túbulos isolados. Desconhece-se o efeito da suplementação crônica destes aminoácidos aos animais quanto à lesão celular induzida pela hipóxia/reoxigenação. Esta questão será abordada submetendo-se túbulos proximais isolados de ratos suplementados cronicamente com estes aminoácidos à hipóxia/reoxigenação. Diversas outras ações têm sido descritas para o NO, que dependendo do seu estado de óxido redução, pode apresentar efeitos benéficos ou citotóxicos em modelos de neurotoxicidade e nefrotoxicidade por drogas. Um dos grandes avanços na área de transplante de órgãos foi o surgimento de potentes drogas imunossupressoras, tais como a Ciclosporina A e o FK 506. Entretanto, a nefrotoxicidade induzida por estas drogas se constitui em uma das complicações mais sérias e limitantes do seu uso clínico. Não está ainda bem estabelecido se a nefrotoxicidade decorre dos efeitos isquêmicos ou da toxicidade tubular direta. Por esta razão, pretende-se avaliar o efeito destas drogas sobre túbulos proximais isolados e portanto, sem a interferência de fatores hemodinâmicos. Sabe-se também que somente o FK506, inibe a defosforilação da NO sintetase cerebral, conseqüentemente diminuindo a síntese de NO. Desta forma, o efeito desta drogas sobre túbulos isolados submetidos à hipóxia/reoxigenação será também avaliado. A molécula de NO pode se apresentar em 3 estados físicos de acordo com o estado de óxido-redução: cátion nitrosonium (NO+), óxido nítrico (NO) e ânion nitroxyl (NO-). Estes derivados do NO podem apresentar efeitos diversos como proteção celular e citotoxicidade. Assim, utilizando-se cultura de células proximais, pretende-se modular o estado do NO através de substâncias redutoras e avaliar-se o efeito sobre células normais e hipóxicas. Os objetivos destes protocolos experimentais visam avaliar o papel do NO na lesão celular hipóxica e tóxica, acrescentando mais um efeito à longa lista de ações desta importante molécula e também, contribuir para o entendimento da fisiopatologia da IRA. (AU)