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Indicadores ecofisiologicos de toxicidade em peixes.

Processo: 95/09180-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 1996 - 31 de maio de 1998
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Pesquisador responsável:Wilma Regina Barrionuevo
Beneficiário:Wilma Regina Barrionuevo
Instituição-sede: Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Toxicidade aguda  Desenvolvimento  Ecotoxicidade  Reprodução  Toxicidade crônica 

Resumo

Uma das maneiras de se detectar e avaliar possíveis mudanças num dado corpo d'água receptor, em conseqüência de um lançamento de substâncias poluidoras, é o estudo de sua biota. No Brasil, em 1988, foi elaborado pela Secretaria Especial do Meio Ambiente, o Manual de Testes de Avaliação de Ecotoxicidade de Agentes Químicos sobre plantas e animais. Para o estudo de ecotoxicidade em peixes foi sugerida a utilização do paulistinha, Brachydanio rerio. Dentre os testes sugeridos, o mais comumente utilizado é o de toxicidade aguda, em peixes adultos. A falta de conhecimento sobre a reprodução da espécie tem limitado a execução de testes de toxidade crônica, durante a fase larval de B.rerio. Os testes de toxicidade aguda e crônica, indicados pela SEMA, requerem condições ambientais constantes, o que não ocorre na natureza. Considerando-se a importância das variações ambientais tais como temperatura e oxigênio, no efeito de substâncias tóxicas sobre os peixes, o presente trabalho tem por objetivo sugerir e implementar novas metodologias que considerem esses parâmetros e, também, obter a reprodução de B. rerio, para a aplicação dos testes de toxicologia crônica. Os testes a serem realizados são: 1. Toxicidade aguda e crônica, segundo normas estabelecidas pela SEMA (1988). 2. Taxa metabólica, tensões letais incipientes de O2 e freqüências cardíaca e respiratória,de B. rerio, em resposta a reduções na concentração do oxigênio da água. 3. Tensões críticas de temperatura, obtidas com o aumento ou redução da temperatura da água, até os animais perderem o equilíbrio corpóreo. 4. Observações do comportamento, quanto à natação, alimentação, reprodução, etc. Os testes 2 a 4 serão realizados antes (controle) e após os animais serem submetidos a substâncias tóxicas e os dados obtidos serão comparados graficamente e através de testes estatísticos específicos. (AU)