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Estudo de vetores carrapatos ectoparasitos de potenciais reservatorios de borrelia burgdorferi em area de ocorrencia de doenca de lyme no estado de sao paulo.

Processo: 96/04812-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 1996 - 30 de novembro de 1998
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Natalino Hajime Yoshinari
Beneficiário:Natalino Hajime Yoshinari
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Doença de Lyme  Carrapatos 

Resumo

A doença de Lyme é uma enfermidade infecciosa causada pela espiroqueta Borrelia burgdorferi, transmitida pela picada de carrapatos (Burgdorferi et al, 1982). Encontra-se disseminada nos EUA, Europa, Austrália, Japão e China, Nos países onde é endêmica, os veados e roedores são os reservatórios naturais (Magnarelli et al, 1986). Trata-se de uma zoonose, onde o homem e os animais domésticos se contagiam quando adentram o ecossistema composto de florestas e animais silvestres. A transmissão do agente etiológico pelo vetor, depende do tempo de contato deste com o hospedeiro e também da taxa de infecção nos vetores (Costello et al, 1989, Piesman et al, 1987), daí a necessidade de rigorosa inspeção na busca e remoção precoce dos carrapatos, na tentativa de prevenir o contágio. Alguns aspectos clínicos è epidemiológicos da borreliose de Lyme, já eram conhecidos de estudiosos da Europa desde o inicio do século. Herxheimer & Hartman (1902) descreveram a lesão crônica da doença de Lyme como a acarodermatite crônica atrófica. Afzelius & Lipschultz (1921) relataram a presença de eritema crônico migratório (ECM) associado à picada de carrapatos. O ciclo epidemiológico completo da doença de Lyme foi desvendado nos EUA, a partir da década de 1970 quando surgiram os primeiros casos de ECM associados às manifestações articulares semelhantes à doença reumatóide juvenil na comunidade de Lyme (Connecticut), cujos doentes haviam sido picados por carrapatos Ixodes dammini (Steere et al, 1978, Steere & Malawista 1979). Barbour e Burgdorfer (Barbour 1984), conseguem isolar o agente infeccioso inicialmente nesta espécie de carrapatos e posteriormente no sangue, articulação, líquor e pele de portadores desta enfermidade (Steere et al, 1984). As características clínicas da doença de Lyme variam conforme o continente geográfico, e admite-se que esta resposta heterogênea decorra da existência de cepas distintas de Borrelia burgdorferi e/ou de espécies diferentes, explicando a necessidade da realização de ensaios sorológicos (Elisa ou western-blotting), com antígenos adequados para a área geográfica. Assim, predomina nos EUA a lesão cutânea aguda e a artrite, enquanto que na Europa ocorre predomínio de complicações neurológicas. (AU)