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Caracterização funcional e correlatos sócio-cognitivos da comunicação de crianças com distúrbios psiquiátricos

Processo: 96/07764-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 1996 - 31 de outubro de 1997
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fonoaudiologia
Pesquisador responsável:Fernanda Dreux Miranda Fernandes
Beneficiário:Fernanda Dreux Miranda Fernandes
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):97/03915-5 - Caracterização funcional e correlatos sócio-cognitivos da comunicação de crianças com distúrbios psiquiátricos, BP.TT
97/03914-9 - Caracterização funcional e correlatos sócio-cognitivos da comunicação de crianças com distúrbios psiquiátricos, BP.TT
Assunto(s):Psiquiatria  Psicose infantil  Transtorno autístico  Linguagem infantil  Cognição 

Resumo

Os estudos da linguagem de crianças com distúrbios psiquiátricos têm utilizado parâmetros propostos pelas teorias pragmáticas e, desta forma, relacionando a performance lingüística a aspectos do desenvolvimento sócio-cognitivo. Tais pesquisas têm fornecido elementos importantes para a atuação clínica do fonoaudiólogo. Essas investigações, entretanto, têm sido feitas em geral com grupos pequenos de crianças, com quadros clínicos muito semelhantes e, mesmo assim, detectado diferenças individuais significativas. Em recente estudo com 50 crianças com diagnóstico de síndrome autística (10), foi possível identificar padrões funcionais de comunicação consistentes. Permanece a ausência de resposta à questão: a caracterização funcional da comunicação de uma criança com distúrbio psiquiátrico está relacionada ao quadro clínico ou às habilidades sócio-cognitivas. A proposta deste estudo visa investigar a correlação entre os aspectos funcionais da comunicação (verbal, vocal e gestual) e os indicadores de desenvolvimento sócio-cognitivo, segundo o modelo sugerido por Wetherby e Prutting (40), em crianças com distúrbios psiquiátricos, autistas e não-autistas. Esse modelo possibilita procedimentos econômicos de coleta e registro de dados ao mesmo tempo em que permite a investigação detalhada dos aspectos funcionais da comunicação dos sujeitos e de sua performance sócio-cognitiva. Uma dificuldade inicial para este estudo é a questão do diagnóstico psiquiátrico pois a psiquiatria da infância "não apresenta uma nosografia bastante, estabelecida e aceita, ficando os quadros clínicos dependentes da escola psiquiátrica a que o profissional se filia e, portanto, sendo bastante difícil sua aceitação e mesmo compreensão por parte de outros médicos"( 3:126). Optou-se por evitar essa dificuldade estabelecendo apenas dois grupos para a coleta de dados: um grupo de crianças com Síndrome Autística (diagnosticadas segundo os critérios propostos pelo DSM-III-R e DSM-TV, pelos psiquiatras do setor) e um grupo de crianças não-autistas, deixando para discutir as eventuais relações com diagnósticos específicos na análise dos resultados. O estudo será realizado no ambulatório Didático de Fonoaudiologia em Psiquiatria Infantil do Curso de Fonoaudiologia em Psiquiatria Infantil do Curso de Fonoaudiologia da FMUSP, que funciona junto ao Setor de Psiquiatria da Infância e Adolescência (SEPIA) do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP. (AU)