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Efeitos da genetica da hipertensao arterial na lesao renal diabetica e nao diabetica do rato.

Resumo

Ratos espontaneamente hipertensos (SHR) desenvolvem esclerose glomerular mesmo quando o aparecimento da hipertensão arterial é prevenido através de drogas. Esta observação sugere que a genética da hipertensão arterial possa desempenhar um importante papel na lesão glomerular, e ocorrer independente do fenótipo hipertensão. Em indivíduos diabéticos a susceptibilidade à nefropatia é variável, tendo sido sugerido que a predisposição a hipertensão possa ser um importante fator na determinação dos indivíduos susceptíveis. Recentemente demonstramos que ratos SHR apresentam, antes do aparecimento da hipertensão arterial, redução na expressão de fibronectina em glomérulos isolados e células mesangiais, acompanhado de maior capacidade de proliferação destas últimas células. Estas alterações, que parecem ser geneticamente determinadas, podem trazer novas informações sobre os mecanismos celulares ligando a genética da hipertensão com a predisposição à esclerose glomerular. No presente trabalho nos propomos a: 1) investigar se a maior capacidade de proliferação das células mesangiais presente in vitro nos ratos SHR ocorre também in vivo; 2) se existe maior capacidade de proliferação in vivo sem aumento no número de células qual é o processo de desaparecimento destas células? Investigaremos a hipótese de que o número de células mesangiais em processo de apoptose é maior nos ratos SHR que em seus controles; 3) investigar o papel da menor expressão de fibronectina na maior capacidade de proliferação das células mesangiais nos ratos SHR; 4) investigar uma possível participação de fatores, como bFGF e PDGF, na maior capacidade de proliferação das células mesangiais dos SHR; 5) e por fim estudar o comportamento de diversos parâmetros renais, em particular a maior capacidade de proliferação das células mesangiais e a menor expressão de fibronectina, em ratos SHR diabéticos e não diabéticos onde o aparecimento da hipertensão será prevenido através de drogas anti-hipertensivas. Estes estudos poderão: 1) auxiliar na compreensão dos eventos celulares e moleculares através dos quais a genética da hipertensão e a hiperglicemia interagem; 2) estreitar a pesquisa das alterações funcionais determinadas por variáveis genéticas que aumentam o risco da nefropatia diabética, independente do controle glicemico; 3) expandir a base para o desenvolvimento de terapêutica preventiva, que possivelmente deve ser individualizada. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
RIGHETTI‚ AE; BOER-LIMA‚ PA; LOPES DE FARIA‚ JB. The presence of genetic hypertension stimulates early renal accumulation of fibronectin in experimental diabetes mellitus. Diabetologia, v. 44, n. 11, p. 2088-2091, 2001.

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