Resumo
O conhecimento sobre mecanismos de controle da fertilidade tem implicações sociais (p.e., na espécie humana, a opção pela concepção ou anticoncepção, o controle populacional, o desenvolvimento terapêutico para diversas patologias), econômicas (p.e. melhoria da fertilidade de espécies domésticas ou silvestres em cativeiro para fornecimento de alimentos e vestuário) e ambientais (p.e., manutenção ou restabelecimento de equilíbrio de ecos-sistema, repovoamento de ambientes). Por outro lado, sabe-se que a fertilidade na espécie humana e em outros animais pode ser decisivamente influenciada por estímulos estressantes. No entanto, os mecanismos neuroendócrinos alterados pela intervenção ambiental são ainda pouco conhecidos. A reprodução natural depende de interações complexas do sistema nervoso e de hormônios produzidos no cérebro, na hipófise, nas gônadas e outros órgãos para preparação dos gametas e indução do comportamento sexual para viabilizar a fertilização. Há muitos estudos sobre mecanismos fisiológicos em animais machos, porém, menos em fêmeas devido as dificuldades inerentes a complexidade das variações hormonais cíclicas. No Brasil, há um número restrito de pesquisadores trabalhando nesta área, entre estes, os que se aglutinaram num projeto temático em término (2000-2004) e agora, neste projeto novo que inclui dois pesquisadores estrangeiros. O objetivo deste projeto é estudar: a) circuitos neurais e neuromediadores centrais (noradrenalina, angiotensina II, neuropeptideo Y, óxido nítrico, leptina, serotonina, ocitocina) envolvidos no controle tônico e cíclico da secreção de gonadotrofinas e prolactina e a modulação por hormônios ovarianos; b) interação do controle neuroendócrino e a inervação ovariana na secreção dos hormônios esteróides e c) efeitos de fatores estressores no período neonatal ou no adulto sobre o controle das funções reprodutivas. Serão empregadas técnicas como: esfregação vaginal, para acompanhar o ciclo estral; contagem de óvulos; ovariectomia com ou sem reposição hormonal para comparar ações de esteróides ovarianos e correlacioná-Ias ao ciclo; adrenalectomia para avaliar ação do progesterona de origem adrenal; lesões eletrolíticas ou químicas e estimulação química, para estudar a função de estruturas cerebrais no controle da atividade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário; canulação da veia jugular para coleta seqüencial de amostras de sangue; radioimunoensaio para dosagem de hormônios e neuromediadores em plasma e tecidos; microdiálise e microdissecção de áreas cerebrais para coleta de material para dosagem de hormônios e neuromediadores; HPLC/ ED para dosagem de catecolaminas em áreas cerebrais; medidas de atividade da NO sintase, para avaliar a formação de óxido nítrico; imuno-histoquímica para avaliar atividade neuronal, localização e co-Iocalização de neuromediadores e receptores para hormônios; estímulos estressores (manipulação neonatal, contenção, imobilização, exposição ao frio, ao éter ou a predador); morfometria (contagem do número total de neurônios de estruturas cerebrais ou de neurônios que expressam determinados neuromediadores ou receptores); RT-PCR, western-blotting immunobloting e hibridização in situ para avaliar expressão neuronal de neuromediadores, receptores e mensageiros intracelulares; registros comportamentais computadorizados para avaliar os efeitos de hormônios e estímulos estressores no comportamento; registros eletrofisiológicos para avaliar efeito de hormônios gonadais na atividade elétrica neuronal em estruturas relacionadas ao controle da secreção de gonadotrofinas. (AU)
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