Busca avançada
Ano de início
Entree

Estudo fase 3, cooperativo, multicêntrico, para o tratamento do mieloma múltiplo recém-diagnosticado: estratégia baseada no risco; acompanhamento da carga tumoral através da citometria de fluxo

Resumo

Validar a estratificação por risco, propondo estratégias terapêuticas distintas em intensidade. Avaliar o papel de talidomida em associação com a dexametasona (baixo risco) ou DCEP (alto risco), como esquema de consolidação após o transplante autólogo. Trata-se de um estudo prospectivo, multicêntrico comparativo, randomizado e aberto com dois grupos de tratamento, de acordo com a estratificação de risco. Serão considerados de baixo risco os pacientes que não apresentarem alterações citogenéticas envolvendo o cromossoma 13 (analisado pela técnica de FISH e citogenética convencional) e/ou tenham uma dosagem de Beta-2-microglobulina menor ou igual a 2,5 mg/L, enquanto que o alto risco será definido como a presença das duas alterações acima. Todos os pacientes receberão Pamidronato (90 mg/mês) por 24 meses. Para o grupo de baixo risco, o tratamento consistirá de três ciclos de quimioterapia com o esquema VAD (vincristina, adriblastina e dexametasona), em regime ambulatorial, seguido de mobilização de células tronco hematopoéticas do sangue periférico com ciclofosfamida (4g/m2) e G-CSF (10 ?g/kg/dia). Após a coleta de um mínimo de 4 x 108 células CD34+/Kg de peso, o paciente será submetido a um transplante autólogo, cujo regime de condicionamento consistirá de 200 mg/m2 de melfalan. Após o D+100 do transplante, os pacientes serão randomizados em 2 grupos de consolidação: talidomida (200 mg/d) + dexametasona (40 mg/d por 4 dias 1 vez por mês), num total de 12 meses, ou dexametasona (40 mg/d por 4 dias, por mês), num total de 12 meses. Se houver recaída ou progressão da doença, os pacientes receberão um segundo transplante autólogo. Para os que não tiverem células coletadas em número suficiente (coleta prévia ou nova mobilização), serão administrados três ciclos de quimioterapia mensal com o esquema DCEP (dexametasona 40 mg/dia por 4 dias, ciclofosfamida 400 mg/m2 por 4 dias, cisplatina 10 mg/m2 por 4 dias e etoposide 40 mg/m2 por 4 dias) com ou sem talidomida (200 mg/d) na dependência de a terem ou não usado previamente. Para o grupo de alto risco, o tratamento diferirá a partir da realização do transplante autólogo. Os pacientes com menos de 60 anos e doador HLA idêntico receberão um transplante alogênico não-mieloablativo, tendo como regime de condicionamento o esquema de melfalan (70 mg/m2 /dia por 2 dias) e Fludarabina (30 mg/m2 /dia por 4 dias). Como consolidação, esses pacientes receberão infusões de linfócitos do doador nos dias D+60, 90 e 120 caso não apresentem DEVH aguda. Para os pacientes com mais de 60 anos ou sem doador HLA compatível, será oferecido um segundo transplante autólogo com mesmo esquema de condicionamento do primeiro. Após o D+100 do transplante, os pacientes tratados com o segundo transplante autólogo serão randomizados para receber quimioterapia com DCEP a cada três meses, durante um ano (total de quatro ciclos) em um braço, e DCEP com talidomida 200 mg/d, por um ano, no outro braço de consolidação. Esse estudo terá uma duração de cinco anos e deverá possuir um mínimo de 71 pacientes de baixo risco, em cada braço da manutenção. Serão analisadas as taxas de resposta; a sobrevida global e a sobrevida livre de doença, nos dois grupos, assim como a qualidade de vida dos pacientes será avaliada nas diversas fases do protocolo. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Pesquisa avalia eficácia de terapias contra mieloma múltiplo