Busca avançada
Ano de início
Entree

Bandas dipolares magnéticas nas fronteiras da estrutura nuclear

Processo: 03/07356-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de dezembro de 2003 - 28 de fevereiro de 2006
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Física - Física Nuclear
Pesquisador responsável:Roberto Vicençotto Ribas
Beneficiário:Roberto Vicençotto Ribas
Instituição-sede: Instituto de Física (IF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):05/57439-8 - Estrutura de núcleos na camada PF, BP.MS
Assunto(s):Espectroscopia de raio gama 

Resumo

As investigações de bandas de rotação magnética e de bandas quirais, ambas previstas pelos cálculos baseados no modelo de Tilted Axis Cranking (TAC), estão entre os assuntos atuais de maior relevância no campo da estrutura nuclear. As primeiras estão relacionadas à. quebra da simetria rotacional devida à. distribuição de correntes em núcleos quase esféricos, enquanto as segundas estão relacionadas à quebra de simetria direitaresquerda no sistema intrínseco de núcleos triaxiais. O modelo de TAC (formulado por S. Frauendorf) surgiu como uma generalização do modelo de Cranking para rotação não necessariamente coincidente com um eixo principal da deformação nuclear. O modelo é particularmente apropriado para a descrição de bandas de alto-K (a projeção do momento angular no eixo de maior elongação da deformação), que se caracterizam experimentalmente por bandas dipolares magnéticas, sem favorecimento energético relativo de spins alternados (signature splitting). As bandas de rotação magnética, ou shears bands, têm características rotacionais em núcleos quase-esféricos, e já foram observadas e estudadas em diversas regiões da tabela de nuclídeos. Por outro lado, em algumas regiões de núcleos triaxiais, os momentos angulares coletivo, de partículas e de buracos de valência tendem a alinhar-se em alto spin com os três eixos principais perpendiculares do caroço deformado, quebrando a simetria quiral. Bandas quirais aparecem experimentalmente como um par de bandas M1 quase degeneradas e, até o momento, foram relatadas na literatura somente na região de massa A~130. São previstas também em núcleos ao redor do 100Ru, onde as órbitas ativas de alto j são: h11/2 para nêutrons e buracos g9/2 para prótons. Porém, a produção destes núcleos ricos em nêutrons é difícil ou impossível pelas reações de fusão-evaporação usuais com isótopos estáveis. Diversas bandas dipolares magnéticas já foram observadas na região de massa A ~ 100, particularmente nos núcleos mais deficientes em nêutrons, de mais fácil acesso. Algumas destas bandas, nos núcleos menos deformados, são interpretadas como bandas de rotação magnética. A região é transicional e portanto rica em variedade de deformações nucleares. "Propomos o estudo dos estados de alto momento angular dos núcleos de 104, 106Rh, 103, 104Ru, e 106Pd, entre outros, por meio de espectroscopia gama de reações com feixes de íons pesados fornecidos pelo acelerador Pelletron do Laboratório Aberto de Física Nuclear (LAFN) , IFUSP-DFN... (AU)

Mapa da distribuição dos acessos desta página
Para ver o sumário de acessos desta página, clique aqui.