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Estruturas eletrocondutivas na crosta e manto superior e a anomalia magnética do Atlântico Sul: pesquisa simultânea de indução eletromagnética e de variações geomagnéticas

Resumo

Observações de indução eletromagnética e variações do campo geomagnético de origem externa estão sendo realizadas, de forma simultânea, no Brasil. A indução eletromagnética fornece o conhecimento da distribuição de condutividade elétrica na crosta e manto superior terrestres, o qual é utilizado em estudos detalhados da anomalia magnética do Atlântico Sul (Sama) e do Eletrojato Equatorial (Eej). Ao mesmo tempo a ocorrência dessas peculiaridades do campo geomagnético em território nacional pode causar distorções em estudos de indução eletromagnética em sua área de abrangência. O conhecimento das características dessas anomalias pode auxiliar na definição das limitações da utilização do método no País. Este estudo utiliza dados terrestres de estações geomagnéticas permanentes, uma rede móvel de Magnetômetros de Alta Sensibilidade com Gravação Digital (Gds) e Sondagens Magnetotelúricas (Mt). Com isso pretende-se delinear as peculiaridades da Sama e do Eej, em termos das variações geomagnéticas neles observados, e a estrutura condutiva da Litosfera em várias regiões do Escudo Brasileiro, principalmente na faixa Sudeste, próxima da Costa, desde a parte Sul do Estado do Rio de Janeiro (Bacias Terciárias de Taubaté, São Paulo, Curitiba, Sete Barras, Volta Redonda, Resende, Guanabara e Itaboraí) até Santa Catarina (Sinclinas de Torres), nas Bordas Norte e Sudeste da Bacia do Paraná e na Bacia do Parnaíba. As micropulsações e variações geomagnéticas diurnas registradas na superfície da Terra são usadas para estudar os processos físicos que envolvem a transferência de energia solar para a Magnetosfera/Ionosfera, ou seja o relacionamento Sol-Terra nas baixas latitudes geomagnéticas do Brasil. (AU)