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Causas da depressão de crescimento em citros devido a inoculação de fungos micorrízicos VA em altos níveis de P

Processo: 93/03553-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de novembro de 1994 - 31 de maio de 1998
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Ciência do Solo
Pesquisador responsável:Elke Jurandy Bran Nogueira Cardoso
Beneficiário:Elke Jurandy Bran Nogueira Cardoso
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Auxílios(s) vinculado(s):98/05895-4 - Host endophyte interactions un mycorrhizal Citrus, AR.EXT
96/11504-2 - Raymond s pacovsky | United States Department of Agriculture - Estados Unidos, AV.EXT
96/11903-4 - Michael A. Lawton | The State University of New Jersey Rutgers - Estados Unidos, AV.EXT
Bolsa(s) vinculada(s):97/01221-6 - Troca de sinais e funcionamento da simbiose entre Rhizobium e duas espécies de leguminosas, BP.PD
Assunto(s):Doenças de plantas  Parasitos de plantas  Fungos micorrízicos  Micorriza  Citricultura  Mudança climática 

Resumo

Plantas cítricas, devido à morfologia e arquitetura do sistema radicular, são altamente dependentes da formação de micorrizos vesículo-arbusculares (va) para o crescimento em condições limitantes de fosfato (P) no solo. No entanto, sob condições não limitantes de p, a inoculação de fungos micorrízicos VA pode levar ao desenvolvimento de sintomas de depressão de crescimento. As causas fisiológicas desse fenômeno não são conhecidas, de modo que o manejo adequado da cultura nos viveiros de produção de mudas fica impossibilitado. Esse projeto tem por objetivo tentar esclarecer as causas da depressão do crescimento de plantas cítricas micorrizadas em condições não limitantes de p no solo, à nível fisiológico e molecular. Para tanto, estamos considerando quatro hipóteses básicas: 1) produção de toxinas, 2) alteração da taxa fotossintética e de utilização de fotossintatos, 3) alteração da cinética de absorção de p, e 4) alteração da relação entre a biomassa fúngica intra- e extrarradicular. A determinação da existência de toxinas está sendo feita através de estudos dos efeitos dos fluidos intercelulares isolados de raízes micorrizadas, em concentrações de p que causam sintomas de depressão de crescimento, sobre as respostas de defesa vegetal e o metabolismo fotossintético. Diferenças no metabolismo fotossintético estão sendo avaliadas através de determinações da taxa fotossintética, taxa de transpiração e condutância estomatal, bem como de determinações do conteúdo de metabolitos nas folhas e de atividades enzimáticas envolvidas no processo fotossintético, síntese de amido e sacarose. os estudos da cinética de absorção radicular de p pelas plantas e a determinação dos parâmetros cinéticos (Vmax e km) estão sendo realizados pelo método de esgotamento do p da solução em função do tempo de absorção, empregando-se plantas inteiras e baixa concentração do elemento na solução, e p-32 como traçador. A variação da relação entre a biomassa fúngica intra- e extrarradicular está sendo avaliada pela determinação do comprimento do micélio por microscopia ótica. A porcentagem do micélio extrarradicular metabolicamente ativo está sendo determinada por coloração diferencial e microscopia ótica. Com o esclarecimento desse mecanismo fisiológico, recomendações de manejo durante a produção de mudas de citros poderão ser feitas, baseadas na combinação fungo-hospedeiro e na concentração de p no substrato. Além disso, conhecimentos básicos da fisiologia de micorrizas VA serão adquiridos, os quais poderão abrir novos caminhos para explicar, por exemplo, a patogenicidade transitória desses fungos e o mutualismo prevalecente durante a associação simbiótica. (AU)

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