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Conservação pós-colheita de abacate através do uso de tratamento protetores e embalagem associados a armazenamento sob baixa temperatura

Processo: 99/11225-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2000 - 31 de maio de 2002
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos
Pesquisador responsável:Maria Amalia Brunini
Beneficiário:Maria Amalia Brunini
Instituição-sede: Faculdade Dr Francisco Maeda (FAFRAM). Fundação Educacional de Ituverava (FE). Ituverava , SP, Brasil
Assunto(s):Abacate  Qualidade dos alimentos 

Resumo

A preservação do alimento é de suma importância numa sociedade moderna, onde milhões de toneladas de alimentos são manuseadas, acondicionadas, transportadas e estocadas anualmente. Em muitas situações, o sucesso ou fracasso comercial dos produtos agropecuário, depende inteiramente do método de conservação utilizado e da proteção dos materiais que os contém. Para tanto, há necessidade de se fazer uso de tecnologia, não apenas no que diz respeito ao aumento da produção como também no sentido de manter a qualidade, aumentar o período de comercialização e diminuir as perdas e desperdícios. Dentro deste contexto é urgente que o Brasil através de suas diferentes regiões desenvolvam um programa agressivo visando à geração de "know-how", aplicando princípios básicos para minimizar as perdas e desperdícios dos alimentos, com conseqüente consumo adequado de alimentos com alto valor nutritivo. Dentre os produtos, importantes na alimentação humana, destacam-se as frutas como abacate, abacaxi, acerola, banana, goiaba, mamão, manga, maracujá, melão, morango, tomate entre outras, cuja parte significativa da produção é perdida na fase pós-colheita por falta de tratamento e manuseio inadequados, susceptibilidade aos ataques de microrganismos, sazonalidade da produção e a falta de estocagem frigorificada. O abacate, Apesar de todo o potencial que possui e com a possibilidade de ser utilizado como ingredientes de regimes, até o presente momento, não existe nenhuma orientação sobre a sua conservação ou suas potencialidades na indústria alimentícia visando minimizar as perdas no pico da safra, levando em consideração que a produção de abacate para extração de óleo apresenta boas perspectivas, visto que o fruto de algumas variedades contém grande quantidade de lipídeos, 20% de óleo na polpa úmida (SOARES et al., 1991). Os cultivares ricos em óleo apresentam maior produção de óleo por unidade de área plantada em relação a leguminosas: 800 kg/ha de óleo contra 400 kg/ha de óleo de soja (CANTO et al., 1980). Considerando que, praticamente quase não existe estudos sobre conservação de abacate e que a produção esta em franca expansão em nossa região, o Laboratório de Fruticultura da Faculdade de Agronomia "Dr. Francisco Maeda" resolveu iniciar um programa de estudos com variedades de abacate cultivadas na região de Ribeirão Preto devido a sua importância econômica, tanto em nível de produtor como na absorção de mão de obra. Em face do exposto, os objetivos deste trabalho são: a) caracterizar os cultivares de abacate cultivados na região de Ribeirão Preto, em função da composição química (teor de óleo, acidez, sólidos solúveis, coloração, vitamina C, teor de proteína e carboidratos na polpa) e resistência em função do grau de maturação e local de cultivo; b) caracterizar o óleo do abacate, em função de seu índice de acidez, índice de saponificação, índice de iodo e índice de peróxido; c) verificar o efeito da atmosfera modificada, através do uso de embalagens, associada ou não a tratamentos protetores (cera e irradiação) durante armazenamento a baixas temperaturas, visando o estabelecimento de condições apropriadas à sua manutenção após a colheita e aumento do período de oferta no mercado consumidor; e d) avaliar a composição química do resíduo (torta) oriunda da extração do óleo, visando à possível utilização como adubo, em estudos posteriores. (AU)