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Culicidae do agro-ecossistema irrigado e seu significado epidemiológico

Processo: 90/03371-6
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de agosto de 1991 - 31 de dezembro de 1995
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva
Pesquisador responsável:Oswaldo Paulo Forattini
Beneficiário:Oswaldo Paulo Forattini
Instituição Sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Produção agrícola  Irrigação  Mosquitos  Culicidae 

Resumo

A necessidade de aumentar a produção de alimentos está levando à adoção de técnicas de irrigação que permitam o aproveitamento de terras consideradas como de produtividade baixa. Ao mesmo tempo, pretende-se preservar o que ainda resta de terras virgens, uma vez que sua escassez já está se fazendo sentir. Um dos efeitos colaterais da irrigação vem a ser o representado pelo aumento da produção de mosquitos Culicidae, com a decorrente potencialidade de instalação de endemias, como a malária, as arboviroses e a filariose. Além disso, a simples presença desses hematófagos pode atingir densidades dificilmente toleráveis pela população humana e conseqüente depreciação da qualidade da vida, bem como a desvalorização econômica da região atingida. Para o Brasil, tal quadro se reveste de particular relevância, uma vez que a exploração de terras virgens tem trazido inconvenientes ambientais e políticos de monta. Tudo indica, pois que, no decênio que ora se inicia, a irrigação artificial tenderá a se intensificar na prática agrícola nacional. Pouco se sabe sobre a fauna culicídea que a ela está associada, e que potencialmente se instalará e se desenvolverá nesses agroecossistemas. Por conseguinte, propõe-se levar a efeito projeto de pesquisas sobre esse tema. O objetivo final vem a ser o de estimar o risco possível para a população humana, que esse fenômeno poderá vir a representar. Os objetivos secundários consistirão em identificar as principais populações culicídeas que esse sistema provocará para o ambiente antrópico, e medir-lhes os parâmetros essenciais, a saber: densidade, sobrevivência, preferências alimentares e grau de hematofagia. A metodologia adotada consistirá de início, na escolha da estação experimental do Vale do Ribeira, como sede das observações. Pretende-se cumprir, ao longo do período de quatro anos, as seguintes etapas: a) identificação das populações alvo e estudos taxonômicos necessários. Estudos de modelos matemáticos pertinentes; b) medida da densidade e da sucessão; c) medida da longevidade; d) medida dos hábitos alimentares e da hematofagia; e) elaboração de modelo e estimativa do risco. Torna-se indispensável propiciar intercâmbio científico, não apenas no que concerne aos estudos entomológicos propriamente ditos, como também no referente a metodologia de modelos matemáticos. 0s membros constituintes da equipe deverão participar de missões científicas ao exterior, para contatos e discussão de matéria científica, tanto em reuniões especializadas como consultas e intercâmbio com especialistas da área. Para tanto, prevê-se a realização, seja de viagens de membro do NUPTEM, como a vinda a convite, de pelo menos alguns especialistas, na dependência dos recursos disponíveis e contatos necessários. (AU)

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