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Caracterização semiológica e eletrográfica das crises focais em crianças de diferentes faixas etárias

Processo: 02/13065-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2003 - 31 de agosto de 2006
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Rosa Maria Figueiredo Valério
Beneficiário:Rosa Maria Figueiredo Valério
Instituição-sede: Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Epilepsia  Eletroencefalografia  Anticonvulsivantes 

Resumo

A caracterização das crises epilépticas parciais simples e complexas na infância é assunto bastante controverso. Em lactentes, sua identificação é muito difícil, assim como sua diferenciação com crises generalizadas e crises pseudo-epilépticas. Quando é incontestável a natureza epiléptica do evento critico, a correlação das características semiológicas com a localização da área epileptogênica é bastante difícil, especialmente em crianças abaixo dos 2 anos de idade. Na literatura, autores de diferentes e conceituados centros de pesquisa clínica têm opiniões frequentemente diversas no que se refere à semiologia critica das crises parciais em populações pediátricas. Muitos autores afirmam, ainda, que crises epilépticas iniciadas nos 2 primeiros anos de vida são habitualmente de difícil controle medicamentoso, e associadas a mau prognóstico. Observa-se, entretanto, que as casuísticas publicadas que exploram essa temática incluem populações pouco numerosas, e que frequentemente são avaliadas com monitorização vídeo-EEG em programas de investigação pré-cirúrgica. Conclui-se então, que estes pacientes são encaminhados a centros médicos terciários por apresentarem epilepsia de difícil controle medicamentoso. Descrições de populações pediátricas em maior número e não triadas previamente são ainda raras na literatura, especialmente se incluirmos pacientes com epilepsia recém diagnosticada. O presente estudo objetiva estudar amplamente a epilepsia parcial na infância, sua incidência, aspectos semiológicos críticos, eletrográficos, etiológicos, resposta terapêutica e prognóstico, com comparação de cada aspecto em diferentes faixas etárias. Para tal, todos os pacientes recrutados serão monitorizados vídeo-eletrograficamente. Estudaremos número significativo de pacientes (previsão mínima de 200 indivíduos) com crises epilépticas frequentes, crônicas ou recém diagnosticadas. A maioria dos pacientes que procuram atendimento no Hospital da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, o fazem espontaneamente, garantindo ao presente trabalho significativo valor epidemiológico. Finalmente, acreditamos que os resultados obtidos neste estudo podem acrescentar informações de valor às já existentes até o momento a nível internacional. (AU)