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Microcirculação placentária em ruminantes

Resumo

O presente estudo complementa parte da nossa contribuição a um núcleo de apoio a pesquisa em reprodução animal, que vem sendo desenvolvido em colaboração com vários pesquisadores da área. Esta pesquisa visa obter subsídios sobre a vascularização placentária do búfalo, como complementação do estudo da circulação sanguínea umbilical e placentária de ruminantes. Placentas a fresco tiveram parte de seus vasos preparados injetados com Mercox CL-2. Após injeção as peças foram cavadas, secas, metalizadas em um aparelho SCD-020 Balzers Union Bal Tec e examinadas em um microscópio eletrônico de varredura DSM 940, ZEISS. A micromorfologia e a disposição dos vasos cotiledonários e corion-alantóideos, observadas em imagens obtidas pela microscopia eletrônica de reflexão ou varredura em moldes vasculares, mostram arteríolas, vênulas e capilares em rede entrelaçada. A membrana corion alantoidea da área intercotiledonária evidência uma arquitetura microvascular própria formada por uma rede contínua de capilares, a qual apresenta na face endometrial pregas mais ou menos profundas, com superfícies irregulares, arranjadas de modo a manter relações com as pregas da mucosa uterina. Os capilares apresentam tamanho considerável e em maior aumento nota-se a profundidade e largura das pregas, distinguindo-se na sua superfície áreas irregulares. A disposição dos capilares da membrana mostra arranjo regular, muitas vezes seguindo a orientação de um vaso de maior calibre situado na face oposta e endometrial. Na área cotiledonária verificou-se a presença de projeções da superfície coriônica, as quais se assemelham na estrutura de sua microvascularização a verdadeiras árvores formadas por rede contínua de capilares. O arranjo desta rede de capilares desenvolve-se ao redor de vasos de maior calibre, contornando-os de forma espiraladas, de modo a constituir um arranjo de capilares arteriais e venosos separados por uma margem capilar estreitas. À medida que a gestação progride, verificamos que a margem amplia-se e forma verdadeiras pregas. Sobre suas superfícies, destacam-se áreas irregulares, mais ou menos profundas. (AU)