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Caracterizacao da via biossintetica do agente antitumoral retamicina produzido por streptomyces olindensis e obtencao de hibridos por biossintese combinatoria.

Processo: 03/00135-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2003 - 30 de junho de 2005
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia
Pesquisador responsável:Gabriel Padilla
Beneficiário:Gabriel Padilla
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Antraciclinas  Streptomyces  Antineoplásicos  Antibióticos  Neoplasias 

Resumo

Os principais protocolos utilizados no tratamento quimioterápico de variados tipos de câncer estão baseados no uso da doxorubicina e de outras antraciclinas derivadas desta (e.g., 4-demetoxi-daunomicina e epirrubicina). Contudo, estes compostos apresentam efeitos colaterais graves, como cardio- e hepato-toxicidade, além do surgimento de resistência em algumas linhagens celulares cancerosas. Devido à escassez de compostos antitumorais para uso clínico, a procura de novas moléculas torna-se uma prioridade. A complexidade estrutural das antraciclinas (policetídeos acoplados a uma ou mais moléculas de açúcares) limita as possibilidades de modificações químicas in vitro. As estratégias metodológicas de biossíntese combinatória e racional drug design oferecem a possibilidade de obtenção de novas moléculas e compostos bioativos híbridos de duas ou mais vias biossintéticas. Para tal, é necessário conhecer funcionalmente as vias biossintéticas destes tipos de compostos. "Streptomyces olindensis" DAUFPE 5622, um produtor de retamicina isolado no Brasil, vem sendo estudado por nosso grupo de pesquisa há mais de 6 anos. Este organismo constitui-se em um bom candidato para a biossíntese combinatória de novas moléculas, sendo que alguns genes da via biossintética da retamicina já foram identificados. São objetivos deste projeto a caracterização detalhada da via biossintética da retamicina, com a identificação de genes que controlam o acoplamento dos açúcares na molécula, tornando possível desenvolver novos compostos bioativos híbridos. (AU)