| Processo: | 03/09396-2 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2004 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2006 |
| Área do conhecimento: | Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal |
| Pesquisador responsável: | Valquiria Abrão Coronado Dorce |
| Beneficiário: | Valquiria Abrão Coronado Dorce |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Neurotoxinas Convulsões Neurotransmissores Hipocampo |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Convulsao | Hipocampo | Neurotoxinas | Neurotransmissores |
Resumo
Os venenos de escorpiões são constituídos principalmente por neurotoxinas que têm como característica comum a atuação em canais iônicos. Estas toxinas vêm sendo utilizadas há muito tempo como ferramentas para o estudo e isolamento desses canais podendo constituir-se importantes ferramentas para o estudo de processos patológicos nos quais o aumento da excitabilidade celular seja importante para a gênese ou manutenção do processo. As crises convulsivas parecem ser o exemplo para um possível uso dessas toxinas para o entendimento de processos patológicos. Recentemente, verificamos que a toxina TsTX causa atividade elétrica epileptiforme e poucas alterações comportamentais relacionadas à convulsão quando aplicada diretamente no hipocampo de ratos. Além disso, causa lesão em áreas hipocampais, tanto no local da injeção como à distância. Um aumento da excitabilidade neuronal, com conseqüente liberação de neurotransmissores tem sido relacionado com este efeito. A toxina TsTX-I, a mais abundante e a mais tóxica do veneno do Tityus serrutatus, é a mais bem caracterizada bioquímica e eletrofisiológicamente, porém, raros são os estudos enfocando as ações farmacológicas dessa toxina. Os estudos existentes se restringem à análise dos efeitos dessa toxina sobre tecidos periféricos. Dessa forma, a literatura carece de dados sabre os efeitos desta toxina em células do sistema nervoso central. É importante frisar que o mecanismo de ação sobre os canais de sódio da toxina TsTX-I é distinto daquela da toxina TsTX, o que deve levar a padrões de excitabilidade celular e liberação de neurotransmissores também diferentes. Como os dados obtidos sugerem que a toxina TsTX possui grande potencial para, se tornar importante ferramenta para o estudo da fisiopatologia das crises convulsivas, seria de grande interesse o estudo das ações da toxina TsTX-I, a qual por suas peculiaridades poderia também contribuir para o estudo desse processo. O objetivo deste projeto é estudar a toxina TsTX-I sobre sistema nervoso central através dos efeitos sobre o comportamento e sabre a atividade elétrica cerebral de ratos, após sua injeção intrahipocampal. Também serão realizados experimentos utilizando-se a técnica de microdiálise, para realizar a determinação do conteúdo de neurotransmissores no hipocampo e a análise histopatológica do hipocampo após a administração da toxina. (AU)
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