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Interações de universidades/instituições de pesquisa com empresas industriais no Brasil

Processo: 06/58878-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de dezembro de 2007 - 31 de maio de 2012
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Economia - Economia Industrial
Pesquisador responsável:Wilson Suzigan
Beneficiário:Wilson Suzigan
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IG). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesquisadores principais:João Eduardo de Morais Pinto Furtado
Bolsa(s) vinculada(s):10/13734-4 - Análise dos efeitos da aglomeração geográfica sobre a dinâmica da inovação, BP.MS
09/13415-9 - O impacto da interação universidade-empresa na produtividade dos pesquisadores: uma análise dos docentes coordenadores de projetos com apoio da ANP/Petrobrás, BP.MS
08/50453-3 - As redes de valor do conhecimento como geradoras e difusoras do progresso técnico para as atividades agropecuárias: o caso da avicultura brasileira, BP.MS
08/50628-8 - Cadeias de produção e de inovação: trajetórias do sistema setorial farmacêutico no Brasil, BP.DR
08/50078-8 - Relações conhecimento-inovação e cooperação entre universidades e empresas no setor siderúrgico brasileiro, BP.IC
Assunto(s):Desenvolvimento industrial  Política comercial  Política industrial  Política tecnológica  Empresas  Instituições acadêmicas  Cooperação universidade-empresa 

Resumo

Este projeto estuda as interações das dimensões científicas e tecnológicas no Brasil. O objetivo é analisar as relações de universidades e institutos de pesquisa com empresas, instituições fundamentais de um sistema nacional de inovação. A análise inclui o plano regional, de sistemas regionais ou locais de inovação, admitindo que a proximidade importe para estabelecer vínculos interativos. O referencial teórico é dado pela abordagem de sistemas nacionais de inovação e abordagens complementares como as de sistemas regionais ou locais de inovação e geografia da inovação. Sistemas de inovação referem-se a arranjos institucionais envolvendo múltiplos participantes: firmas, com seus laboratórios de P&D e suas redes de cooperação e interação; universidades e institutos de pesquisa, instituições de ensino em geral, sistema financeiro capaz de apoiar investimentos em inovação, sistemas legais, mecanismos mercantis e não-mercantis de seleção, governos, mecanismos e instituições de coordenação. Esses componentes interagem, articulam-se e possuem diversos mecanismos que iniciam processos de "ciclos virtuosos". E a geografia da inovação refere-se a vínculos geograficamente mediados entre atividades de empresas inovadoras e presença de universidades e instituições de pesquisa. O problema de pesquisa que se coloca é o de avaliar o padrão de interações entre os dois tipos de instituições num País com sistema de inovação imaturo como o Brasil. No atual estágio de construção do sistema de inovação brasileiro já estão em operação fluxos bidirecionais e mutuamente reforçadores? É possível identificar padrões de interação regionalmente mais densos? A metodologia toma como ponto de partida informações disponível em bases de dados sobre empresas, universidades e instituições de pesquisa, sobretudo o Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq e a PINTEC - Pesquisa Industrial de Inovação Tecnológica (IBGE). A partir dessas informações será realizado um survey sobre a visão das empresas a respeito de universidades e institutos de pesquisa no Brasil, tendo como referência questionários aplicados em pesquisas semelhantes realizadas nos Estados Unidos, já tomados disponíveis a este projeto como parte de um projeto internacional coordenado pelo Prof. Richard Nelson (Columbia University) sobre tecnologia e processos de catching up. Para aplicação ao Brasil, o questionário será revisto e adaptado. E a pesquisa brasileira inova, metodologicamente, ao efetuar estudos de caso. A realização da pesquisa compreende oito módulos: 1) resenha da literatura sobre interações de universidades e institutos de pesquisa com empresas no Brasil; 2) mapeamento da interação universidade-empresa a partir do Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq; 3) identificação de empresas inovadoras com P&D contínuo; 4) preparação do questionário, pré-teste, e definição do método de aplicação; 5) realização de seminário internacional com pesquisadores de Países que desenvolvem pesquisa semelhante, integrada ao projeto internacional; 6) realização da pesquisa de campo; 7) estudos de caso de pontos de interação e firmas inovadoras, e 8) conclusão do projeto e apresentação dos resultados. Cada módulo foi montado com objetivos específicos e metodologia própria, tendo em vista o objetivo geral do projeto. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Parcerias entre pesquisadores e empresas geram conhecimento 
Interação com empresas estimula produção científica em universidades