Busca avançada
Ano de início
Entree

Física de hádrons

Processo: 07/58612-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de abril de 2008 - 30 de setembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Física - Física Nuclear
Pesquisador responsável:Marina Nielsen
Beneficiário:Marina Nielsen
Instituição-sede: Instituto de Física (IF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesquisadores principais:Manoel Roberto Robilotta
Bolsa(s) vinculada(s):09/50634-0 - Estudo do decaimento D+ -> k-pi+pi+, BP.DR
09/03185-6 - Aplicação das Regras de Soma da QCD no estudo de possíveis estados moleculares, BP.MS
08/58289-8 - Estados exóticos de charmonium, BP.DR
08/55228-8 - Física de saturação: do RHIC ao LHC, BP.PD
08/54199-4 - Decaimentos do méson b e dos novos estados do charmônio, BP.PD
Assunto(s):Física de hádrons  Cromodinâmica quântica  Simetria quiral  Plasma de quarks e glúons 

Resumo

A física de hádrons estuda sistemas onde as interações fortes são dominantes. Quando as energias envolvidas são altas, a estrutura de quarks dos hádrons aparece de modo mais direto e técnicas perturbativas podem ser empregadas. Nesse regime, do ponto de vista teórico, a física de hádrons utiliza a cromodinâmica quântica (QCD) para descrever uma enorme variedade de problemas. Em regimes de energias médias e baixas, o caráter não abeliano da teoria denomina, o vácuo da QCD manifesta-se em termos de condensados de quarks, antiquarks e glúons, e os problemas precisam ser tratados por meio de métodos não perturbativos. Conseqüentemente, a área é caracterizada pelo uso de modelos visando a descrição da estrutura e interações das partículas formadas pelos componentes mais elementares da matéria, os quarks e glúons. Atualmente, um esforço experimental intenso e consistente vem sendo feito para estudar sistemas hadrônicos, com o objetivo de determinar as respostas de mésons, bárions e do próprio vácuo, a sondas eletrofracas ou fortes. Em diversos laboratórios, a maioria dos quais de grande porte, experimentos estão sendo realizados e planejados, o que gera uma perspectiva bastante boa de obtenção de novos dados, que permitirão um maior conhecimento sobre as diversas regiões de energia. No Brasil há cerca de 100 pesquisadores e estudantes trabalhando em física de hádrons e os principais grupos de pesquisa estão localizados em São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Os pesquisadores paulistas envolvidos neste projeto têm papel central no cenário nacional, sendo responsáveis por cerca de 30% dos trabalhos produzidos na área e metade do esforço em pós-graduação. O projeto aqui apresentado tem como objetivo a manutenção das atividades de um grupo de referência, que vem atuando como um dos pólos centralizadores das atividades da área no Brasil. A nossa linha de pesquisa envolve o estudo de vários aspectos da descrição de sistemas hadrônicos e suas interações tais como: regras de soma da QCD, que relacionam as propriedades hadrônicas com parâmetros que caracterizam o vácuo da QCD, tais como os condensados de quarks e glúons; o modelo da nuvem mesônica, que descreve as propriedades dos quarks do mar do núcleon, usando a idéia de que o núcleon pode ser descrito como um sistema composto bárion- méson; saturação de partons que estuda como a física de saturação dos gluons, descrita pelo Color Glass Condensate pode ser aplicada para em processos difrativos em colisões Pa e AA; lagrangianas efetivas quirais não lineares, que permitem a descrição precisa de forças de dois e tres corpos em física nuclear; modelos quirais de interações de píons com híperons e mésons com charme, que contribuem à descrição da fase hadrônica de colisões em altas energias; reações hadrônicas, que estuda a importância da quebra de simetria SU (4) em reações envolvendo quarks charmosos; excitações gluônicas na estrutura hadrônica, que investiga modelos que reproduzam os resultados de LattQCD, para aplicá-los ao estudo de problemas relacionados com a força nuclear. (AU)