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Efeito de mudanças climáticas globais sobre doenças de plantas

Processo: 04/01966-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2004 - 30 de novembro de 2007
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Raquel Ghini
Beneficiário:Raquel Ghini
Instituição-sede: Embrapa Meio-Ambiente. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Brasil). Jaguariúna , SP, Brasil
Assunto(s):Doenças de plantas  Feijoeiro  Ferrugem (doença de planta)  Fungos fitopatogênicos  Brusone  Dióxido de carbono  Mudança climática 
Publicação FAPESP:http://media.fapesp.br/bv/uploads/pdfs/Contribuições...climáticas_6_32_32.pdf

Resumo

Mudanças climáticas constituem um do mais importantes desafios globais para a humanidade. Seus efeitos adversos já são realidade em todas as partes do mundo. Entre as alterações previstas, há unanimidade quanto ao aumento da concentração de gás carbônico atmosférico, que deve dobrar até o final do século, apesar dos esforços para a implantação de acordos internacionais. Essa alteração ambiental pode modificar a suscetibilidade das plantas hospedeiras às doenças; a multiplicação, a sobrevivência e outras atividades dos patógenos; bem como a interação entre a planta hospedeira e os patógenos. No hemisfério Norte, existem informações sobre o aumento de importantes doenças de plantas com o acréscimo de CO2 atmosférico, sendo que de modo geral 60% dos patossistemas estudados apresentaram aumento da incidência de doenças causadas por patógenos biotróficos e necrotróficos. Entretanto, nas condições brasileiras, não existem informações, apesar destas serrem indispensáveis para o conhecimento do quê pode ocorrer com algumas doenças de culturas estratégicas para o Brasil. Assim, o presente projeto tem como objetivo avaliar o efeito do aumento da concentração de CO2 atmosférico sobre componentes monocíclicos das ferrugens do cafeeiro e do feijoeiro, oídio da soja e brusone do arroz, sob condições de estufa de topo aberto. Seis estufas de topo aberto serão construídas com estruturas circulares de alumínio, com laterais cobertas com filme plástico transparente, e controle automatizado da concentração de CO2. Em três estufas será injetado CO2 até atingir o dobro da concentração ambiente, avaliada no interior das outras três estufas. Os componentes monocíclicos avaliados serão o período de incubação, período latente, porcentagem de área foliar lesionada, a freqüência de infecção, período infeccioso e esporulação. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre o auxílio::
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