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O ronco da abelha: resistencia popular e conflito na consolidacao do estado nacional, 1851-1852

Processo: 05/51321-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2005 - 30 de abril de 2008
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Maria Luiza Ferreira de Oliveira
Beneficiário:Maria Luiza Ferreira de Oliveira
Instituição-sede: Instituto de Estudos Brasileiros (IEB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Escravidão 

Resumo

Este projeto propõe uma investigação sobre o conjunto de revoltas ocorridas em diversas províncias em dezembro de 1851 e nos primeiros meses de 1852, que têm sido denominadas de Ronco da Abelha. O contexto é o da afirmação do Estado nacional e, nesse sentido, essa pesquisa enquadra-se no âmbito do projeto temático "A fundação do Estado e da nação brasileiros, c.1780 - c.1850" coordenado pelo professor doutor István Jancso e sediado no Instituto de Estudos Brasileiros. Para o diálogo com as problemáticas envolvidas no temático, essas são revoltas particularmente significativas, pois lutava-se contra a implementação de duas leis que instituíam o Censo Geral do Império e o Registro civil obrigatório, leis de afirmação do Estado, leis que visavam a modernização e o incremento do aparelhamento burocrático. Leis que traduziam a vontade do Estado de conhecer a população, sobretudo para um melhor controle. Uma revolta, motim ou rebelião traduz quase sempre o ápice de uma situação de tensão vivenciada por uma comunidade. Estudar esses movimentos pode esclarecer estratégias de ação coletivas, dar a conhecer valores pelos quais dispunha-se a lutar. Buscaremos documentos produzidos pelos agentes locais (sobretudo correspondência e processos criminais) tentando entender as diversas conjunturas sócio-econômicas que enquadravam os eventos. Nesse momento histórico caracterizado pela mudança, a comunidade se expõe para o historiador. Esse sobretudo o valor do objeto: a possibilidade da compreensão de modos de vida, a chance de entender as armas utilizadas na vivência da instabilidade. Experiência essa que caracterizou largos setores da população ao longo do século XIX. (AU)