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Vulnerabilidade da matéria orgânica do solo ao aumento de temperatura

Processo: 05/59585-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2006 - 30 de setembro de 2008
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Pesquisador responsável:Carlos Clemente Cerri
Beneficiário:Carlos Clemente Cerri
Instituição-sede: Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):06/54962-4 - Vulnerabilidade da matéria orgânica do solo ao aumento de temperatura, BP.TT
Assunto(s):Solo florestal  Pastagens  Matéria orgânica do solo  Gases do efeito estufa  Dióxido de carbono  Nitrogênio  Aquecimento global  Mudança climática 
Publicação FAPESP:http://media.fapesp.br/bv/uploads/pdfs/Contribuições...climáticas_35_61_61.pdf

Resumo

Durante o processo de decomposição da matéria orgânica do solo (MOS) ocorre a formação de gases do efeito estufa que são liberados para a atmosfera, contribuindo para o aquecimento global. Acredita-se que esse aquecimento global possa retroagir na taxa de decomposição da MOS potencializando a liberação de carbono (C) do solo e a mineralização de nitrogênio (N). A MOS está compartimentalizada em frações com sensibilidades diferentes à temperatura. Pesquisas anteriores sugerem que a fração de C mais velha e mais recalcitrante é menos sensível à temperatura. Além disso, alguns mecanismos de proteção física, química e bioquímica podem agir para reduzir a sensibilidade da MOS ao aumento de temperatura. Possíveis modificações na estrutura da comunidade microbiológica, provocadas pelo aumento de temperatura, podem interferir no processo de decomposição da MOS por meio de alterações nos seus mecanismos de proteção. E a conversão da vegetação original (floresta) por pastagem promove modificação no solo, podendo indicar qual a origem e quantidade do C liberado na forma de CO2. Com o objetivo de avaliar a dinâmica da decomposição da MOS serão realizadas incubações (por 660 dias) de solos argiloso e arenoso, sob floresta e pastagem, em três temperaturas: 25°, 35° e 45°C. Será avaliada a relação entre a textura x MOS, a origem do C liberado, a sensibilidade do C-lábil x C-recalcitrante e como as possíveis alterações nos mecanismos de proteção da MOS podem contribuir na liberação de CO2 para a atmosfera e na taxa de mineralização do N. (AU)