Busca avançada
Ano de início
Entree

Dinâmica da serapilheiras de uma mata mesófila estacional semidecidual e de uma recomposição florestal em Ribeirão Preto, SP

Processo: 05/04529-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2006 - 31 de março de 2009
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia
Pesquisador responsável:Elenice Mouro Varanda
Beneficiário:Elenice Mouro Varanda
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Nutrientes minerais do solo  Serrapilheira  Solo florestal 

Resumo

A destruição da Mata Atlântica tem preocupado a sociedade que, após muitos anos de exploração deste ecossistema, busca formas de minimizar os danos por meio de recomposições e reflorestamentos com espécies nativas. A diminuição da biodiversidade altera os processos ecológicos como os ciclos biogeoquímicos e o fluxo de energia e pode levar a mudanças microclimáticas e edáficas. O objetivo de uma recomposição florestal é facilitar o início da sucessão secundária por meio da introdução de espécies vegetais nativas em diferentes estádios sucessionais. No início, a produção primária líquida é alta e a formação da serapilheira constitui a principal via de devolução de nutrientes para o solo através da decomposição, intemperismo e ação dos organismo vivos. A relação carbono-nitrogênio, o conteúdo de fibras e taninos da serapilheira têm um papel importante na seleção do substrato pelos decompositores. Assim os estudos da interação entre fauna edáfica e a produção e decomposição da serapilheira é de fundamental importância para entendimento da ciclagem de nutrientes e informações dessa natureza são raras embora sejam de grande relevância para subsidiar a implantação de futuras recomposições florestais que sejam viáveis a longo prazo. O objetivo desta pesquisa é estimar a produção das serapilheiras de uma mata mesófila estacional semidecidual e de dois módulos da recomposição "Floresta da USP-RP", de idades diferentes, e relacionar a velocidade da sua decomposição à sua qualidade nutricional e à fauna de artrópodos presente. Para atingir estes objetivos serão realizadas coletas de serapilheira, experimentos com a utilização de bolsas de decomposição, além de coletas de serapilheira e solo para análise da fauna de artrópodos. Serão feitas, ainda, análises de ligninas, celulose, taninos, carbono e nitrogênio da serapilheira e do material das bolsas. A velocidade de decomposição está diretamente associada a produção e qualidade da serapilheira e a fatores climáticos. A hipótese é de que esta velocidade será mais rápida onde há uma maior produção e baixas relações C/N e que há maior similaridade desta velocidade e da fauna entre o módulo mais velho da Floresta da USP-RP, que já possui uma serapilheira bem desenvolvida, e uma floresta nativa (Estação Ecológica de Ribeirão Preto- Mata de Santa Tereza). (AU)