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Efeito de crises epilépticas maternas sobre o desenvolvimento da prole

Resumo

A epilepsia é bastante comum em aproximadamente 1% da população, afetando tanto homens quanto mulheres, sendo o distúrbio neurológico mais frequente na prática obstétrica, ocorrendo em 0,3 a 0,6% das gestações. Essas gestações são classificadas como alto risco por apresentarem maior probabilidade de complicações, e o acompanhamento de mulheres epilépticas que demonstram desejo de engravidar apresentam três questões práticas: 1) Quais são os efeitos da epilepsia sobre a gestação? 2) Da gestação sobre a epilepsia? e 3) As consequências da epilepsia e seu tratamento sobre o concepto? Estudos experimentais anteriores apontam para o fato de que embora o cérebro imaturo seja reconhecidamente resistente a insultos transitórios, tanto o neonato a termo com crises neonatais seguindo hipóxia uterina quanto ninhadas de ratas epilépticas apresentam riscos aumentados para malformações e alterações no desenvolvimento. Sendo assim, o objetivo geral do estudo visa avaliar os efeitos da epilepsia durante a prenhez sobre o desenvolvimento da prole através do modelo experimental de epilepsia induzido por pilocarpina. Para tanto, ratas Wistar adultas serão submetidas ao modelo de epilepsia induzido por pilocarpina (350 mg/kg, Sigma) e que serão acasaladas durante o período crônico do modelo tendo a freqüência de crises controlada por sistema de vídeo-monitoração. Parâmetros tais como, ocorrência de fecundação, tempo de prenhez, intercorrências durante a prenhez, peso das ratas, freqüência de crises e tipo de crise, a presença ou ausência de abortos, perfil protéico do leite (eletroforese); serão avaliados. A prole será avaliada logo após o nascimento quanto ao número de filhotes, número de machos e fêmeas, peso e comprimento dos animais, presença de natimortos ou malformações grosseiras. Do nascimento até a idade adulta serão avaliados quanto ao crescimento e desenvolvimento (testes comportamentais e de aprendizagem e memória); quanto ao perfil neuroquímico no córtex, hipocampo e cerebelo (dosagem de monoaminas e aminoácidos através de HPLC); quanto ao perfil gasométrico e glicêmico no sangue após o nascimento; quanto ao desenvolvimento neuropsicomotor dos filhotes na idade adulta; quanto à susceptibilidade à epilepsia dos filhotes na idade adulta (modelo do abrasamento) e quanto ao estudo morfológico do cérebro destes animais (técnicas histológicas como Nissl e neo-Timm). A partir desses resultados poderemos ter uma ideia dos efeitos de crises epilépticas maternas per se, sem o uso de drogas anti-epilépticas, sobre a prole durante a vida intrauterina. (AU)

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