Busca avançada
Ano de início
Entree

Levantamento da fauna, estrutura de comunidades e incidência de vírus rábico em morcegos de municípios da região de Araçatuba, SP

Processo: 06/01247-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2006 - 31 de outubro de 2008
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Luzia Helena Queiroz
Beneficiário:Luzia Helena Queiroz
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FOA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araçatuba. Araçatuba , SP, Brasil
Assunto(s):Epidemiologia veterinária  Vírus da raiva  Chiroptera  Morcegos  Araçatuba (SP) 

Resumo

A importância dos morcegos dos pontos de vista ecológico e médico-sanitário, incluindo a transmissão da raiva, tem sido objeto de alguns estudos no Brasil e no mundo. O Laboratório de Raiva da UNESP de Araçatuba recebe anualmente uma média de 500 amostras de morcegos para exame. No período de 1998 a 2005, um total de 44 morcegos foram positivos para raiva, incluindo espécies não hematófagas de áreas urbanas e rurais de 11 municípios da região, e dois surtos de raiva em herbívoros foram registrados nos anos de 2000 e 2002, com 35 casos diagnosticados. Já foram identificadas na região 24 espécies de morcegos, pelo Laboratório de Chiroptera da UNESP de Araçatuba. Dentro deste contexto, o projeto tem por objetivo realizar o levantamento da fauna de quirópteros, determinar a estrutura das comunidades e pesquisar a incidência do vírus rábico nos mesmos, em municípios da região de Araçatuba. Para tanto serão considerados os espécimes enviados para exame no Laboratório de Raiva, provenientes dos municípios de Araçatuba, Birigui e Guararapes, em sua maioria de área urbana e morcegos capturados em uma reserva de mata natural localizada no municipio de Valparaíso. As atividades de campo no sítio de captura serão realizadas mensalmente durante um período de um ano (junho de 2006 a maio de 2007) sendo três a cinco capturas mensais. Serão utilizadas redes de neblina, de 10 a 12 m de comprimento por 3m de altura. As redes serão estendidas ao pôr-do-sol e recolhidas ao amanhecer, serão dispostas em presumíveis rotas de vôo dos morcegos ou próximo às fontes de alimento e examinadas em intervalos de aproximadamente 15 minutos. Para a identificação das espécies de morcegos, até 15 animais de cada espécie serão capturados em cada um dos pontos selecionados no sitio de captura e levados para o laboratório para análise de vírus rábico e identificação. O material a ser analisado, será depositado na coleção de Chiroptera da UNESP de Araçatuba. Os animais serão fixados com formol 10% e acondicionados em frascos com álcool 70% devidamente preservados e numerados; os crânios serão extraídos através da abertura bucal, por rebatimento da pele, e, em seguida limpos com o uso de técnica de dissecação anatômica, clareados com água oxigenada e posteriormente numerados e acondicionados em vidros com algodão. A estrutura de comunidades será determinada pela análise da diversidade de espécies (riqueza e abundância) e distribuição das espécies pelos nichos tróficos e de tamanho do corpo.O diagnóstico da raiva será feito pelas técnicas de imunofluorescência direta e inoculação em camundongos, preconizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). (AU)