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Controle biológico do mofo-branco do feijoeiro (Sclerotinia sclerotiorum) em cultivo de outono-inverno

Processo: 06/01284-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2006 - 31 de dezembro de 2008
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Marcelo Augusto Boechat Morandi
Beneficiário:Marcelo Augusto Boechat Morandi
Instituição-sede: Embrapa Meio-Ambiente. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Brasil). Jaguariúna , SP, Brasil
Assunto(s):Sclerotinia sclerotiorum  Controle biológico 

Resumo

O cultivo de outono-inverno responde hoje, em média, por 14% da produção nacional de feijão. O mofo-branco, causado por Sclerotinia sclerotiorum, é a doença mais destrutiva do feijoeiro nos plantios irrigados de outono-inverno, quando os dias são mais curtos e as temperaturas mais amenas (15-25oC).. O controle químico como medida isolada pode ter eficiência baixa, além de ser de custo elevado e trazer riscos de contaminação ambiental. Além das práticas culturais que contribuem para a redução do inóculo do patógeno no solo e da doença no campo, as pesquisas com o uso de agentes de controle biológico (ACB) têm se intensificado. Fungos antagonistas como Trichoderma spp., Clonostachys rosea e Coniothyrium minitans, são recomendados com sucesso para o controle da doença em diversos países. A maioria das espécies de Trichoderma desenvolve-se melhor em temperaturas superiores a 25ºC. Já C. minitans é adaptado a temperaturas amenas (18-22ºC), enquanto C. rosea, na faixa intermediária (20 a 25ºC). Produtos à base de Trichoderma já são utilizados em algumas regiões produtoras de Minas Gerais, São Paulo e Bahia que apresentam temperatura elevada no outono-inverno. Entretanto, esses produtos não são eficientes em regiões ou épocas de temperatura amena. C. minitans é comercialmente utilizado em países de clima temperado, porém não existem estudos sobre sua eficiência em condições de campo no Brasil. O objetivo da proposta é selecionar isolados de Trichoderma spp., C. rosea e C. minitans adaptados às temperaturas amenas (18-25ºC) do cultivo de outono-inverno e que sejam eficientes no controle do mofo-branco do feijoeiro. Para tanto, isolados dos três fungos, obtidos de diferentes locais e condições serão selecionados in vitro e em casa de vegetação. Os melhores serão testados no campo em cultivos de outono-inverno em Jaguariúna-SP. Os impactos esperados com a obtenção destes ACBs são a formulação de estratégias de controle integrado da doença alternativas ao uso de fungicidas e a intensificação do intercâmbio com empresas brasileiras de produtos biológicos, visando disponibilizar no mercado isolados adaptados ao cultivo de outono-inverno. Com a adoção da tecnologia, espera-se a redução do uso de fungicidas, do risco de contaminação ambiental e do custo de produção. (AU)