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Desenvolvimento de dispositivo absorvível para elevação do assoalho do seio maxilar em procedimentos de implantodontia: estudo histológico, histomorfométrico e de RFA em macacos

Processo: 06/01322-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2006 - 31 de outubro de 2008
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Cirurgia Buco-maxilo-facial
Pesquisador responsável:Luiz Antonio Salata
Beneficiário:Luiz Antonio Salata
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Implantes dentários  Ósseointegração  Transplante ósseo  Enxerto ósseo 

Resumo

Um grande número de materiais de preenchimento tem sido testado em estudos clínicos e experimentais, incluindo materiais autógenos (osso autógeno e/ou plasma rico em plaquetas - PRP), homógenos, heterógenos, alógenos ou uma combinação desses. O osso autógeno é considerado ideal por não causar reações imunológicas e apresentar propriedades osteoindutivas e osteocondutivas. As desvantagens do osso autógeno como material de enxerto residem na necessidade da coleta de grandes quantidade de osso do paciente, no fato de aumentar o custo e tempo cirúrgicos, e na possibilidade de causar morbidade em relação à área doadora. A despeito do sucesso das técnicas e materiais utilizados para o aumento do assoalho do seio maxilar, existem evidências clínicas e experimentais de que a membrana de Schneider exibe potencial osteogênico (Ellegaard et al.,1997; Haas et al., 2002; Gruber et al., 2004). Recentemente, o nosso grupo realizou estudo experimental visando investigar o emprego de apenas coágulo para viabilizar a instalação imediata de implantes osseointegráveis em seios maxilares de macacos. A membrana de Schneider foi elevada e mantida nesta posição através da instalação de dois implantes em cada seio. Um dos seios foi enxertado com osso autógeno e o outro apenas com o coágulo local. A estabilidade dos implantes foi medida por meio de RFA, a osseointegração avaliada através do contato osso-implante, e o processo de neoformação óssea nos seios foi acompanhado pela técnica de microscopia de fluorescência. Os resultados não mostraram diferenças entre os grupos analisados. Clinicamente, a aplicação da técnica acima descrita estaria limitada aos casos em que a espessura óssea do rebordo residual não compromete a estabilização dos implantes no momento do procedimento de elevação da membrana. Nos casos de insuficiência óssea no rebordo o emprego de apenas coágulo para o aumento do assoalho do seio maxilar exigiria que a membrana fosse elevada e que algum dispositivo a impedisse de colapsar e inviabilizar a neoformação óssea até a instalação dos implantes. Serão utilizados neste estudo 8 macacos tufted capuchin. Quatro meses após as exodontias bilaterais do 1º, 2º e 3º pré-molares e do 1º molar superior serão realizados os procedimentos de levantamento bilateral das membranas dos dois seios maxilares, colocação da cúpula absorvível e instalação de 1 implante de 3.75 mm de diâmetro e 8.5 mm de comprimento (MKIII TiUnite™, Bränemark System, Nobel Biocare®, Gotemburgo, Suécia) em um dos seios. Após seis meses, 4 animais serão sacrificados para histologia e os 4 animais restantes serão submetidos a uma terceira cirurgia para a implantação de 1 implante no seio maxilar contralateral. Estes últimos animais serão sacrificados 3 meses após a terceira cirurgia. A estabilidade dos implantes será mediada no dia da instalação da cúpula, aos 6 meses e aos 9 meses pós-operatórios. A osseointegração dos implantes e a neo-formação óssea no interior dos seios, bem como o processo de degradação das cúpulas, serão avaliados através de exames histológicos e histomorfométricos. Os dados serão comparados nos grupos cúpula + implante imediato e cúpula + implante tardio (aumento em dois estágios), no que se refere à estabilidade dos implantes, ao contato osso-implante e área de formação ósseas, utilizando teste estatístico paramétrico. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
CRICCHIO, GIOVANNI; PALMA, VINICIOUS CANAVARROS; FARIA, PAOLO E. P.; DE OLIVERA, JOSE AMERICO; LUNDGREN, STEFAN; SENNERBY, LARS; SALATA, LUIZ A. Histological Outcomes on the Development of New Space-making Devices for Maxillary Sinus Floor Augmentation. CLINICAL IMPLANT DENTISTRY AND RELATED RESEARCH, v. 13, n. 3, p. 224-230, 2011. Citações Web of Science: 25.

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