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Retorno e risco em sistemas de sucessão de culturas temporárias no estado de São Paulo, 2005

Processo: 06/01389-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2006 - 31 de julho de 2007
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia
Pesquisador responsável:Maura Seiko Tsutsui Esperancini
Beneficiário:Maura Seiko Tsutsui Esperancini
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Produção agrícola  Práticas culturais (fitotecnia)  Gestão de riscos 

Resumo

Os produtores agrícolas do estado de São Paulo adotam tradicionalmente a monocultura, por razões de ordem econômica ou gerencial e por esta razão cerca de 98% da área cultivada no estado está ocupada por monocultura. Nos casos de adoção de sucessões de culturas, dois fatores importantes afetam a decisão dos produtores, os custos de implantação dos cultivos complementares vis-a-vis a receita adicional resultante destes cultivos, e os riscos advindos desta produção, uma vez que em muitos sistemas de sucessão são realizados cultivos no inverno, que podem ter efeitos negativos sobre a produtividade, em razão de condições edafoclimáticas menos favoráveis. O objetivo geral deste estudo foi avaliar o retorno econômico e o risco de implementar combinações de culturas anuais, em particular sistemas de sucessão de culturas (cultivos de verão seguidos de cultivo no inverno), mais comuns no estado de São Paulo. Serão analisados seis sistemas em sucessão: sucessão soja verão em plantio convencional seguido de milho safrinha em sistema de preparo reduzido de solo - EDR de Orlândia; sucessão soja verão em plantio direto seguido de milho safrinha em sistema de plantio direto - EDR de Assis; sucessão feijão de inverno irrigado e milho verão irrigado, ambos em plantio direto, na EDR de São João da Boa Vista; sucessão soja verão em plantio convencional seguido de sorgo granífero de inverno em sistema de preparo reduzido de solo - EDR de Orlândia; sucessão algodão no período de verão em plantio convencional seguido de feijão de inverno irrigado, em plantio convencional - EDR de São João da Boa Vista; e, sucessão batata de inverno irrigada em plantio convencional e milho verão irrigado - EDR de São João da Boa Vista. Será utilizado o método de simulação estocástica ou de Monte Carlo, por envolver elementos aleatórios, referentes aos riscos de variação em determinadas variáveis. Serão utilizadas três variáveis de risco: preços, produtividade e custos de produção. Os preços, tanto dos produtos quanto dos insumos, serão deflacionados pelo IGPM, com base em março de 2006. Os resultados obtidos podem fornecer subsídios tanto para a tomada de decisão do produtor individual, tendo em conta os níveis de lucratividade possíveis dentro da distribuição de preços custos e produtvidade, bem como o nível de risco aceitável pelos produtores que adotam a combinação de culturas. Além disso podem fornecer subsídios à formulação de políticas públicas de proteção contra risco na agricultura paulista. (AU)