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Características fisiológicas e físico-químicas de cinco novas cultivares de nespera (Eriobotrya japonica L.) desenvolvidas por melhoramento genético

Processo: 06/02128-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2006 - 30 de setembro de 2008
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos
Pesquisador responsável:Eduardo Purgatto
Beneficiário:Eduardo Purgatto
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Melhoramento genético vegetal  Frutas  Nêspera  Composição química  Propriedades físico-químicas  Metabólitos  Pós-colheita 

Resumo

O melhoramento genético de frutíferas vem apresentando importantes resultados nos últimos quinze anos no país, em função das pesquisas desenvolvidas nas instituições brasileiras. No entanto, não apenas os ganhos de produtividade e adaptação de espécies a climas diversos daqueles em que são normalmente encontradas se impõe como desafio ao melhorista. Devido a uma demanda crescente por frutos com novos atrativos e a um maior nível de informação e exigência do consumidor, frutos de novas cultivares devem também passar a apresentar características tanto organolépticas como nutricionais diferenciadas para atender a esse novo patamar de consumo. Dentro deste contexto, mesmo frutos de maior valor de mercado em função de tratos culturais exigentes, tem encontrado aceitação abrindo novas perspectivas para a agroindústria ligado ao setor de frutíferas. Neste cenário, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) vem atuando há anos, suprindo o mercado com novas cultivares de frutíferas que vem a atender esse aumento na exigência por qualidade. Um dos projetos do IAC que vem apresentando resultados com grande potencial de mercado é o que envolve frutos de clima temperado, dentre os quais destaca-se aqui a nêspera (Eriobotrya japonica Lindl.), tema desta solicitação. Fruto pertencente à família Rosaceae, é uma fruta pequena, de cor amarela e casca aveludada, de modo errôneo chamada popularmente de ameixa-amarela ou ameixa-japonesa. nêspera é consumida ao natural ou em salada de frutas e também se presta à produção de excelente compota, atividade essa ainda bem pouco explorada. Dentro do projeto de melhoramento do IAC foram desenvolvidas novas cultivares de nespereira dentre os quais destacam-se Mizuho, Néctar de Cristal (IAC 866-7), Centenária (IAC 1567-420), Mizumo (IAC 1567-411) e Mizauto (IAC 167-4), objetos de estudo desta proposta. Tais cultivares já passaram pelas fases de avaliação de produtividade e de características organolépticas atestando grande potencial de mercado. Em uma fase subseqüente, serão necessárias análises mais detalhadas da composição química e das características ligadas ao desenvolvimento e amadurecimento dos frutos. Utilizando análises instrumentais variadas, o presente projeto tem por objetivo avaliar as características fisiológicas e físico-químicas dos frutos das cinco cultivares de nespereira desenvolvidas pela equipe de melhoristas do IAC, colaboradora do projeto. Tal caracterização visa identificar variações nos conteúdos de compostos envolvidos em atributos de qualidade de fruto, tanto sensoriais quanto nutricionais (açúcares, ácidos orgânicos, carotenóides, aminoácidos dentre outros). Estes estudos serão realizados no intuito de verificar as diferenças no conteúdo dos compostos analisados tanto entre as cultivares como também em vários períodos do desenvolvimento e do amadurecimento dos frutos. Além disso, serão analisadas as variações de produção de etileno e respiração durante o período pós-colheita.Tal abordagem encontra sua justificativa na necessidade de conhecer em profundidade os frutos destas novas cultivares de nespereira para, assim, poder obter um melhor direcionamento comercial, tanto em relação ao aproveitamento (consumo in natura ou produtos industrializados) como de tratos pós-colheita que visem a extensão da vida de prateleira destes frutos, considerada muito curta (7 a 10 dias). (AU)

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