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Conservação de pêssego cv. Dourado-2 sob atmosfera controlada

Processo: 06/03659-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2006 - 31 de julho de 2009
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Engenharia Agrícola - Engenharia de Processamento de Produtos Agrícolas
Pesquisador responsável:Benedito Carlos Benedetti
Beneficiário:Benedito Carlos Benedetti
Instituição-sede: Faculdade de Engenharia Agrícola (FEAGRI). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Armazenagem em atmosfera controlada  Pós-colheita  Pêssego 

Resumo

O armazenamento em baixas temperaturas (0 - 1°C), imediatamente após a colheita, é a técnica mais usada para prolongar a conservação de pêssegos. Entretanto há limitações, pois pode causar uma série de modificações no metabolismo normal dos frutos, prejudicando sua qualidade. O sintoma principal é a lanosidade, que é caracterizada por polpa seca e farinácea, perda de sabor e firmeza, e ausência de sucosidade e, se expressa a partir da segunda semana de armazenamento. A identificação deste dano é problemática, pois não há evidências aparentes entre frutos sadios e frutos lanosos. Essa situação gera uma certa desconfiança por parte dos consumidores frente ao produto oferecido, colocando em risco um amplo setor de produção de pêssegos. As mudanças indesejáveis de textura têm sido associadas com a menor solubilização das substâncias pécticas, ou seja, acúmulo de substâncias pécticas insolúveis de alto peso molecular na parede celular. A estocagem refrigerada em atmosfera controlada ou modificada é citada como o sistema mais eficiente para reduzir o surgimento de lanosidade, principalmente, quando o período de armazenamento é prolongado. Tratamentos que possam provocar a indução da atividade da enzima poligalacturonase e a inibição da atividade da enzima pectinametilesterase podem reduzir a ocorrência de lanosidade. O presente trabalho tem como objetivos avaliar o efeito da estocagem em atmosfera controlada e modificada sobre a qualidade pós-colheita e a ocorrência dos sintomas de danos por frio em pêssegos cv. Dourado-2. Assim, espera-se ampliar o potencial de conservação desta cultivar, através do desenvolvimento de técnicas adequadas para os procedimentos de armazenamento, comercialização e seleção de embalagem, orientando produtores e intermediários na elaboração de uma estratégia mais eficiente na pós-colheita. (AU)