Busca avançada
Ano de início
Entree

Uso de RNA mensageiro como nova abordagem em terapia gênica ou modelos vacinais contra tuberculose

Processo: 06/03987-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2006 - 30 de novembro de 2008
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia
Pesquisador responsável:Arlete Aparecida Martins Coelho-Castelo
Beneficiário:Arlete Aparecida Martins Coelho-Castelo
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Assunto(s):Terapia genética  Vacinas 

Resumo

A despeito da eficácia das vacinas de DNA, pouco se conhece sobre os mecanismos que envolvem o caminho percorrido pelo DNA plasmideal até a geração de uma resposta imune protetora. Muitas barreiras devem ser transpostas para que haja uma completa eficiência da transferência do gene para célula hospedeira, entre elas a membrana endossômica e o envelope nuclear. Nesse sentido, estudos em andamento em nosso laboratório, sobre o tráfego intracelular do DNA plasmideal (Trombone APF, manuscrito em preparação) demonstram as dificuldades enfrentadas pelo DNA procariótico dentro da célula eucariótica (captura, tráfego endossomo / lisossomo - núcleo), justificando assim a necessidade de altas doses, que em humanos podem chegar a miligramas. A utilização de sistemas de liberação, tais como lipossomas parecem promissores em relação a diminuição da dose e proteção (Rosada, et al manuscrito em preparação) (16). No entanto, a liberação do DNA plasmideal para o citosol e a eficiência do mesmo em atingir o núcleo continuam sendo um obstáculo para este tipo de vacinação. Do mesmo modo, os eventos que envolvem a apresentação do antígeno para subpopulações de linfócitos T CD8 e T CD4 também não estão totalmente elucidados. A avaliação da apresentação e também do desenvolvimento de memória imunológica nesse sistema tem sido avaliada em nosso laboratório, com o apoio financeiro da Fapesp 04/00396-2 (ainda em andamento). Os resultados obtidos até o momento têm mostrado a participaçao diferencial de célula B na indução de TCD4 ou TCD8 de memória. Esses resultados serão importantes no que diz respeito a dose e mecanismos indutores de memória, favorecendo o desenvolvimento das vacinas de DNA plasmideal. A biossegurança desses modelos vacinais também é um aspecto sempre questionado. Recentemente, demonstramos que a vacina pcDNA3-hsp65 não se incorpora no genoma hospedeiro, permanecendo, porém por longos períodos em diferentes órgãos .Dessa forma, dentro de nossa linha de terapia gênica optamos por avaliar um novo modelo vacinal, baseado não mais no DNA plasmideal, mas no RNA mensageiro que codifica a proteína. A utilização de RNAm que codifique o antígeno em questão tem se tornado uma alternativa atraente, desde que o mesmo não oferece risco de incorporação ao genoma do hospediroAssim o RNA mensageiro (mRNA) de determinado antígeno tem surgido como nova abordagem de transferir proteção em diversos modelos, uma vez que , neste caso, esses riscos de incorporação ao genoma seriam irrelevantes. Outra vantagem do mRNA em relação ao DNA, é que este último precisa entrar no núcleo da célula para ser transcrito e depois traduzido em proteína no citosol, enquanto que para o mRNA o processo de tradução seria realizado rapidamente no citosol. Diante da perspectiva de que a vacinação com mRNA possa ser uma abordagem eficiente e segura. Esse projeto constará de várias abordagens, desde a determinação da proteção induzida pela iminunização com RNAm da hsp65, até a determinação do mecanismo envolvido ou não nessa proteção. (AU)

Mapa da distribuição dos acessos desta página
Para ver o sumário de acessos desta página, clique aqui.