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Água ozonizada na reparação tecidual de feridas em ratos: estudo clínico, histomorfológico e imuno histoquímico

Processo: 06/04179-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2006 - 30 de novembro de 2008
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Cirurgia Buco-maxilo-facial
Pesquisador responsável:Maria Cristina Zindel Deboni
Beneficiário:Maria Cristina Zindel Deboni
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Cirurgia experimental  Regeneração tecidual guiada  Ozônio  Anti-infecciosos  Fibroblastos  Imuno-histoquímica 

Resumo

O ozônio tem sido empregado terapeuticamente pelas suas propriedades antimicrobianas e pelo seu efeito estimulatório de uma série de eventos bioquímicos no metabolismo celular visando à melhoria do processo de reparação tecidual, principalmente em feridas crônicas. A literatura tem mostrado excelentes resultados do seu uso em forma gasosa, diluído em água pura ou em óleos vegetais, empregados sistemicamente e localmente pela medicina e pela odontologia, contudo, existe certo empirismo quanto aos conhecimentos teóricos e práticos sobre seu mecanismo de ação celular e sua real efetividade. O ozônio é um gás instável composto por uma molécula triatômica de oxigênio que, quando, diluído em água, sua meia vida aumenta se tornando mais estável e menos tóxico. Algumas pesquisas mostraram que o ozônio reage com os fluídos orgânicos nos quais ocorre formação de espécies reativas de oxigênio, como peróxido de hidrogênio, e espécies de lipídeos-oxidantes que em última análise poderiam, dependendo da sua concentração, atuar como sinalizadores de eventos bioquímicos que estimulem a reparação. Fisiologicamente durante a resposta imunológica normal, uma molécula de ozônio é produzida por neutrófilos no mecanismo de defesa do organismo, assim presupõe-se que a sua utilização tenha ação biológica, sendo interessante estudar por meio da histometria e da imunoistoquímica o efeito biológico do ozônio quando diluído em água com especial atenção a neovascularização da ferida, a proliferação de fibroblastos e miofibroblastos e a síntese de colágeno. Estudos pilotos mostraram que ocorre diferença no processo de contração da ferida quando esta sofre irrigações de água ozonizada. Na presente proposta o efeito terapêutico do ozônio será pesquisado por meio irrigação trans e pós-operatória de feridas padronizadas induzidas no dorso de ratos com água ozonizada em duas concentrações diferentes (49,5 mg/L e 10,8 mg/L), comparando-as com grupos controles positivo e negativo, em três períodos diferentes (2 , 7 e 14 dias), totalizando 72 animais. Os resultados serão analisados considerando os aspectos macroscópicos, especialmente a contração da ferida por meio de Software digital (ImageLab); a porcentagem de celularidade do processo de reparação tecidual por método digital de histometria; e a expressão imuno histoquímica de proteínas relacionadas a fatores pro-inflamatórios estimuladores de macrófagos (anti-MIF), a indução de miofibroblastos identificados pelo anticorpo anti-actina músculo liso e a síntese de colágeno pela expressão de anti-colágeno-tipo I. Mesmo a literatura apresentando resultados otimistas quanto a utilização terapêutica do ozônio, estes ainda não foram comprovados cientificamente por metodologia padronizada. (AU)