Resumo
O presente estudo consiste de dois grandes; subprojetos. O primeiro vai avaliar novos fatores de risco para prematuridade como componentes de duas cadeias de causalidade: as hipóteses neuroendócrinas e imunoinflamatória. Na primeira, estresse durante a gestação favoreceria a liberação do CRH (hormônio liberador de corticotropina) e indução do parto prematuro, potencializado por polimorfismos do gene do CRH. Na segunda hipótese, infecções maternas seriam potencializadas por susceptibilidade genética, promovendo a liberação de mediadores inflamatórios, levando à prematuridade. Estas hipóteses serão testadas em estudo caso-controle aninhadas em uma coorte iniciada no 5° mês do pré-natal, em amostra de conveniência, abrangendo 3.000 nascimentos em duas cidades, São Luís (MA) e Ribeirão Preto (SP). Esta coorte será reentrevistada por ocasião do nascimento e no 1° ano de vida. O segundo subprojeto avaliará indicadores de saúde perinatal e seu reflexo nas taxas de prematuridade e baixo peso ao nascer, comparando-as com dados de coortes estudadas nos últimos trinta anos nos dois municípios. Será também avaliado o impacto da prematuridade e outras condições no nascimento sobre crescimento, desenvolvimento de resistência insulínica, alterações neurológicas e comportamentais, fatores de risco para alergia e chiado e alterações da saúde bucal. Essa avaliação será feita por entrevista com as mães, avaliação antropométrica e coleta de sangue para avaliação bioquímica e estudos genéticos das crianças, aplicação de testes de alergia cutâneos e avaliação odontológica. Esta coorte será iniciada no nascimento, abrangendo amostra representativa de 6.000 nascimentos em São Luís e 7.500 em Ribeirão Preto e será reavaliada no 10° ano de vida. (AU)
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