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Desenvolvimento de nova metodologia de baixo custo para determinação da porcentagem de glico-hemoglobina no sangue

Processo: 07/08028-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de maio de 2009 - 31 de outubro de 2009
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Biomédica - Engenharia Médica
Pesquisador responsável:Maurício Marques de Oliveira
Beneficiário:Maurício Marques de Oliveira
Empresa:Sepia Assessoria e Consultoria Educacional, Pesquisa e Desenvolvimento Ltda
Município: Mogi das Cruzes
Pesq. associados:Ivarne Luis dos Santos Tersariol ; Paulo Alberto Paes Gomes
Auxílios(s) vinculado(s):10/51169-7 - Desenvolvimento de uma nova metodologia para determinação da porcentagem de hemoglobina glicada (A1C) no sangue, AP.PIPE
Bolsa(s) vinculada(s):09/08221-0 - Desenvolvimento de nova metodologia de baixo custo para determinação da porcentagem de glico-hemoglobina no sangue, BP.TT
09/50968-6 - Desenvolvimento de nova metodologia de baixo custo para determinação da porcentagem de glico-hemoglobina no sangue, BP.PIPE
Assunto(s):Hemoglobina A glicosilada  Diabetes mellitus  Saúde pública  Nefropatias diabéticas 

Resumo

O Diabetes Mellitus (DM) é um dos maiores problemas de saúde pública em todo o mundo. Tanto em países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento, o DM é responsável por nefropatias que levam pacientes a programas de hemodiálise, a retinopatias e cegueira, a amputações de membros e a diversos outros problemas, inclusive à morte. No Brasil, só em 2004 foram 40 mil óbitos causados pelo DM (site do MS). O custo pessoal e financeiro desta doença é assombroso. Os níveis glicêmicos são um fator determinante do desenvolvimento e progressão das complicações devidas ao DM. Uma vez controlados estes níveis, a morbidade e a mortalidade do diabetes são significativamente diminuídas (New Engl J Méd 1993;329:977-986; Lancet 1998;352:837-51). O melhor parâmetro de referência para avaliação do grau de controle glicêmico em pacientes com DM é a porcentagem de glico-hemoglobina no sangue (GHB) (Sacks DB et al., Clim Chem 2002;48: 436-72). Quando em um meio com altas concentrações de glicose, parte da hemoglobina se combina com moléculas deste açúcar formando um complexo chamado glico-hemoglobina ou hemoglobina glicada (GHB). A GHB medida está relacionada à média dos níveis de glicose no sangue durante 120 dias anteriores à coleta da amostra.Infelizmente, análises de GHB realizadas com diferentes técnicas e, o que é ainda mais grave, análises realizadas com a mesma técnica e diferentes marcas comerciais de Kits apresentam uma grande variação nos resultados. Alguns grupos têm trabalhado na padronização de métodos para que sejam obtidos resultados mais confiáveis (Grupo Interdiciplinar de Padronização da Hemoglobina Glicada – Posicionamento Oficial 2003, SBD, SBPC; National glycohemoglobin Standardization Program, NGSP,USA) mas, até aqui, não se avançou muito neste ponto.Outro problema fundamental é o custo do exame. Em uma pesquisa rápida encontramos laboratórios cobrando entre R$25,00 e R$83,72 para exames realizados por HPLC e entre R$24,00 e R$37,75 para exames realizados por Turbidimetria. Mesmo o mais baixo destes valores ainda é muito alto em se pensando em campanhas públicas de controle de diabetes. No Brasil, estima-se que temos em torno de 5 milhões de pacientes com DM ( Sociedade Brasileira de Diabetes. Consenso, detecção e tratamento das complicações crônicas no diabetes mellitus. Arq Bras Endocrinol Metab 1999, 43; 7-13) e idealmente cada paciente deve realizar a dosagem de GHB trimestralmente. Isto implica um total de aproximadamente 20 milhões de exames ano, a um custo mínimo de 500 milhões de reais.Este projeto tem como objetivo desenvolver uma nova metodologia para dosagem de GHB que possibilite que o exame seja realizado de forma mais confiável e reprodutiva, e a um custo mais baixo que o hoje praticado no mercado. Uma amostra de 10 microlitros de sangue periférico, será retirado de uma gota, obtida por punção da extremidade do dedo. Após a hemólise desta amostra, o material será colocado em um tubo de vidro que contém uma resina de troca iônica capaz de reter a fração da hemoglobina não glicada. As leituras fotométricas do sobrenadante, que conterá a glico-hemoglobina, e da resina de troca iônica, na qual estará a parte da hemoglobina livre de glicose, serão realizadas no próprio frasco de vidro utilizado para a separação. Para tal, será desenvolvido um equipamento portátil, projetado especificamente para este fim, que realizará ambas as medidas simultaneamente e posteriormente realizará os cálculos para apresentar o resultado em porcentagem de glico-hemoglobina no sangue. Este equipamento será baseado no Hemoglobinômetro Portátil Agabê, equipamento desenvolvido e patenteado pelos pesquisadores envolvidos neste projeto, na Incubadora de Base Tecnológica de Mogi das Cruzes (INTEC) e financiado em parte pelo PIPE/FAPESP (processo 04/14274-6) que possibilita a medição, em campo, da concentração total de hemoglobina para diagnóstico de anemia. (AU)