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Utilização de células tronco mesenquimais no tratamento de insuficiência renal crônica (IRC) em cães

Processo: 08/53435-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de abril de 2009 - 30 de setembro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Animal
Pesquisador responsável:Enrico Jardim Clemente Santos
Beneficiário:Enrico Jardim Clemente Santos
Empresa:Genética Aplicada a Atividades Veterinárias Ltda. - ME
Município: São Paulo
Bolsa(s) vinculada(s):08/57626-0 - Utilização de células tronco mesenquimais no tratamento de Insuficiência Renal Crônica (IRC) em cães, BP.PIPE
Assunto(s):Células-tronco  Diferenciação celular  Tecido adiposo  Insuficiência renal animal  Cães 

Resumo

Nos últimos anos um novo campo de pesquisa tem atraído à atenção da comunidade científica devido às perspectivas futuras para o tratamento de doenças até então sem cura aparente denominado de terapia celular. Este tem como base fundamental às células tronco as quais apresentam característica especificas como a capacidade de autorrenovação e de se diferenciarem em diversos tipos celulares. Mais recentemente surgiu um novo campo da Ciência aplicada ao qual se denominou Engenharia de tecidos, também conhecido como Medicina regenerativa, o qual visa à cura de tecidos lesionados pela introdução local das células tronco. Este fato abriu uma nova perspectiva, tanto científica como comercial, no campo médico - veterinário, pois irá possibilitar a cura de lesões até então crônicas ou sem cura como lesões nervosas, cardiomiopatias, artrites, lesões nos tendões e ruptura de ligamento suspensório. Estudos mostram que o principal fator na reparação e regeneração dos tecidos é a existência de células apropriadas. A presença das células é crucial devido ao seu potencial de proliferação, sinalização celular, produção de biomoléculas, formação de matrix extracelular assim como fatores de crescimento, dentre outros. O número de células introduzidas no local injuriado vai influenciar fortemente a natureza dos processos de sinalização celular, envolvidos na formação de um tecido regenerado. Entretanto, para que a Engenharia de tecidos atinja um âmbito comercialmente expressivo, algumas questões necessitam de respostas: Quais as melhores fontes de células tronco para aplicação terapêutica? Quantas células são necessárias? Quantas aplicações são necessárias? Quanto tempo é necessário para a cura da patologia? Qual o custo do tratamento? Este projeto tem como objetivo obter as respostas que serão à base do conhecimento para a terapêutica a nível, comercial. Hoje, segundo os veterinários, A Insuficiência Renal Crônica (IRC) é uma patologia de alta incidência em cães e gatos se caracterizando pelo r comprometimento do metabolismo renal, causando consideráveis índices de morbidade e mortalidade entre estas espécies. Esta síndrome ocorre de forma dinâmica e progressiva por períodos que variam de meses a anos, culminando na perda das funções fisiológicas dos rins. As terapias médicas convencionais, fluidoterapia e orientação dietética, bem como, as correções das complicações clínicas que a patologia causa, podem resultar geralmente no comprometimento da qualidade de vida do animal. A hemodiálise é uma opção de tratamento que pode prover melhora na qualidade de vida do animal embora, não consista na cura da patologia. O transplante renal consiste atualmente no único procedimento que favoreça a melhora total do paciente, no tanto, muitos candidatos apresentem deficiências nutricionais, anemia e outros problemas metabólicos que comprometem o sucesso do transplante. Devido aos aspectos restritivos descritos, o prognóstico dos pacientes com IRC é plenamente desfavorável, e por esse motivo, busca-se não somente um tratamento conservativo como também curativo, vislumbrando uma melhora definitiva da qualidade de vida desses animais. Neste sentido, a terapia com células tronco surge como uma grande esperança, para profissionais de veterinária e proprietários de animais, para tratamento de doenças e lesões de alta incidência e difícil cura. (AU)